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Reflexão

Homossexual assumido, Jesuíta Barbosa fala sobre sexualidade: "Quais problemas nós temos?"

Ator esteve junto com Ícaro Silva no "Conversa com Bial"

Jesuíta Barbosa, Ícaro Silva e Pedro Bial
Ícaro Silva e Jesuíta Barbosa no "Conversa com Bial" - Foto: Reprodução/Globo
Redação NT

Publicado em 24/09/2019 às 11:19:20

Jesuíta Barbosa e Ícaro Silva falaram sobre sexualidade e a importância que a mídia dá em relação ao assunto. Os atores estiveram no “Conversa com Bial” na última segunda-feira (23) e aproveitaram também para debater sobre racismo, violência e explicarem a função da arte.

“Tem um retorno da mídia de querer saber da sua sexualidade, o que você faz, tenho impressão que a gente sempre tem que falar disso socialmente. Quais são os problemas que nós temos na sociedade? E, sobre sexualidade, temos essa cultura que é sexista, que oprime a mulher, o feminino”, opinou Jesuíta, que se revelou homossexual a revista Vogue em agosto deste ano.

“Eu não posso enquanto homem não estar em função disso. Eu acho que eu preciso, enquanto artista também, reafirmar o poder feminino. Não preciso ficar falando que sou homem. A gente tem que estar em função da mulher, respeitá-la, e respeitar também a comunidade LGBT e todas as diferenças”, acrescentou.

Ícaro também falou sobre o tema e explicou a importância da arte na vida das pessoas. “Como artista, quando a gente se envolve com arte, você começa a perceber suas funções sociais. A minha vida pessoal, com quem estou dormindo, não tem a ver com o que quero mudar em relação ao público”.

Bala perdida

Homossexual assumido, Jesuíta Barbosa fala sobre sexualidade: \"Quais problemas nós temos?\"

Em setembro do ano passado, Ícaro foi atingido por uma bala perdida no túnel Zuzu Angel, na zona sul do Rio de Janeiro, enquanto voltava de uma festa. “Eu abri o vidro, falei com o policial, e ele gritava comigo. Em um estado de guerra. Mandaram eu ir embora, porque parei em um momento que estava em confusão louca”, explicou.

Ele também contou que não levou o caso adiante, porque não quis ser alvo de símbolo político. “Não era uma energia que queria para mim, me envolver com uma instituição que vive em guerra, e a segunda coisa é que a gente estava em um período pré-eleição, não estava a fim nem virar mártir da esquerda nem bode expiatório da direita”, explicou.

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