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Globo suspende cortes em A Força do Querer e reforça chamadas com tiro, porrada e bomba

A Força do Querer está na metade da história

Bibi e Rubinho em A Força do Querer
Bibi e Rubinho em A Força do Querer: trama está sem cortes - Divulgação/TV Globo
Thiago Forato, com Daniel César

Publicado em 09/12/2020 às 06:07:50

A Globo vem exibindo A Força do Querer (2017) na íntegra desde a semana passada. Depois de acelerar a trama de Glória Perez para mostrar mais rapidamente a entrada de Bibi Perigosa (Juliana Paes) no mundo do crime, a emissora optou por suspender os cortes e lotear a programação com chamadas com muito tiro, porrada e bomba.

Com uma trilha sonora de filme de suspense, a emissora vem alardeando os perfis de Bibi e Jeiza (Paolla Oliveira), com imagens regadas a tiroteio na favela e embates entre as rivais, na tentativa de seduzir o telespectador em um produto que termina cada vez mais tarde.

Na metade da história, faltam aproximadamente 68 capítulos para o término, o que deve fazer com que A Força do Querer chegue ao fim com cerca de 135, ante os 172 originais em 2017. Neste ritmo, a trama deve ir ao ar até março do ano que vem, quando voltaria a inédita Amor de Mãe. Um Lugar ao Sol, de Lícia Manzo, deve ir ao ar em abril, e em setembro o remake de Pantanal.

Audiência em baixa

Depois de uma bem-sucedida reprise, Fina Estampa (2011-12), mas criticada pela qualidade da trama, a Globo resolveu apostar em uma obra mais recente, de apenas três anos atrás, e vem tendo problemas de audiência.

A média acumulada da novela é de apenas 29,1 pontos, ainda distante de Babilônia (2015) que obteve 25,5 ou os 27,2 de A Lei do Amor (2017). Mas nem tão longe assim de O Sétimo Guardião (2018), com 28,8. Fina Estampa (2011-12), a reprise anterior do horário, fechou com 33,6 pontos. Inalcançável para a saga de Bibi Perigosa.

A novela vem terminando depois das 23h para barrar o reality A Fazenda, da Record, que caminha para sua última semana. Além disso, A Força do Querer ainda tem outro adversário: as festividades de final de ano.

Embora estejamos em meio a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), é natural que o índice de televisores desligados nessa época do ano, principalmente nas duas últimas semanas de dezembro e primeiros dias de janeiro. Muitos estarão de férias e viajando.



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