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Paulo Cintura recusa convite para retornar à Globo: "De jeito nenhum"

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Foto: André Campos/Divulgação
Sandro Nascimento

Publicado em 22/11/2017 às 15:15:49

Uma atitude que poucos artistas teriam coragem de fazer. O humorista Paulo Cintura, ex-aluno da "Escolinha do Professor Raimundo" e dono do bordão "Saúde é o que interessa e o resto não tem pressa", recusou nesta semana um convite para retornar às produções da Globo em 2018.

A emissora gostaria de contar com Cintura em uma participação na quarta temporada da série "Mister Brau", que é protagonizada por Lázaro Ramos e Tais Araújo, e tem previsão de estreia para o início do ano que vem. A reportagem teve acesso ao áudio do convite e entrou em contato com o ator pra confirmar sua autoria e contexto.

Na gravação, ao tomar conhecimento que estava recebendo uma proposta de trabalho em uma produção da Globo, o ex-aluno de Chico Anysio agradece e responde: "Eu não tenho interesse em fazer nada que seja referente a TV Globo. Se fosse outra emissora eu faria com maior prazer, mas TV Globo de jeito nenhum".

Em outubro, no YouTube, Paulo Cintura gravou um vídeo criticando a emissora carioca. "Eu achei que nunca iria falar na minha vida. Mas hoje eu tenho uma profunda vergonha de ter trabalhado na TV Globo. Como pode hoje eu falar isso? Caceta! Onde tive vários amigos e fui consagrado. Eu sinto vergonha dos artistas, atores, atrizes, autores de novela, diretores de novela, cantores, que foram ou são, sei lá, meus amigos, dessa ideia absurda, demoníaca e nojenta de ideologia de gênero", disse em tom de desabafo.

Em entrevista ao NaTelinha no mesmo mês, Cintura criticou a nova versão da "Escolinha do Professor Raimundo", que chamou de "Escolinha dos Traíras". Além disso, disse que não concordava com a forma que a Globo abordava a história de Bibi Perigosa na novela "A Força do Querer".

"Quer falar do tráfico de drogas? Acho ótimo. Mas precisa ensinar direitinho? Não precisa. Essa novela virou a "escolinha do crime", ensinando o cara a ser bandido. Glorifica, glamouriza a bandidagem e deprecia as mulheres. Não deveria ter isso de jeito nenhum. Na época do Roberto Marinho e do Boni, eu duvido que isso passaria. Mas as pessoas acham que isso é uma modernidade, eu não acho", comentou na ocasião.