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Aos 91 anos, Jerry Lewis nos deixa com a sensação de dever cumprido


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Divulgação

Na manhã do último domingo (20), o mundo se despediu de Jerry Lewis. Aos 91 anos, o maior comediante da história do cinema faleceu de causas naturais. Ele estava em sua casa, em Las Vegas.

No currículo do astro há trabalhos memoráveis como "O Professor Aloprado" e "O Terror das Mulheres", filmes que marcaram a infância de muita gente e o tornaram um ícone.

Ao lado de Dean Martin, Lewis não só construiu uma bela amizade como, também, deu margens à carreira brilhante dos dois. Por dez anos, os atores estrelaram inúmeros filmes e enquanto um era o galã, o outro dava vida àquele colega atrapalhado com fama de azarento. Receita certa para o sucesso.

Aos 91 anos, Jerry Lewis nos deixa com a sensação de dever cumprido

Além dos trabalhos no cinema, a dupla Martin e Lewis se apresentava também em casas de shows. E mesmo após a parceria desfeita e a perda do amigo - Dean Martin morreu em 1995, aos 78 anos, vítima de um câncer no pulmão - Lewis continuou a fazer cinema.

Mas nem só de cinema vivia o ator Jerry Lewis. Na TV Norte-Americanca, por mais de uma década o ator comandou o "Jerry Lewis MDA Telethon", programa beneficente destinado às crianças com distrofia muscular, chegando a arrecadar mais de US$ 2 bilhões ao longo dos anos.

Vencedor de vários prêmios honorários, incluindo os do American Comedy Awards, The Golden Camera, Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice, Jerry Lewis ainda tem duas estrelas na Calçada da Fama.

Aos 91 anos, Jerry Lewis nos deixa com a sensação de dever cumprido

Em 2005, o comediante recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas. Já em fevereiro de 2009, foi presenteado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o Jean Hersholt Humanitarian Award, o Oscar Humanitário.

É dele também o crédito pela invenção do Vídeo Assist System, recurso que dá mais visibilidade ao ator e diretor simultaneamente equanto uma filmagem está sendo realizada.

Dentre seus últimos trabalhos na telona temos uma participação na comédia brasileira "Até que a Morte nos Separe 2", na qual atuou ao lado dos atores Leandro Hassum e Marcius Melhem.

Na história, o ator faz o papel de um funcionário de hotel. Uma homenagem ao clássico "O Mensageiro Trapalhão" (1960), um dos filmes de maior sucesso na carreira do comediante.

Por outro lado, está previsto para 2025 o lançamento de uma de suas obras. Produzido em 1972, "The Day the Clown Cried" sofreu censura na época de seu lançamento por ser considerado pesado demais.

Na trama, um palhaço alemão vai parar em um campo de concentração porque fazia sátiras sobre Hitler. Chegando lá, é obrigado a entreter as crianças judias, vitimas do nazismo.

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