Enfoque NT

"Topa ou Não Topa" se rende ao assistencialismo e tem Patrícia Abravanel exagerada

Game-show estreou com novidades em 17 de agosto e ocupa as tardes de sábado do SBT


Patrícia no celular
Patrícia Abravanel conversa com a tesoureira no "Topa ou Não Topa" - Divulgação/SBT
Por Thiago Forato

Publicado em 28/09/2019 às 16:45,
atualizado em 12/06/2023 às 10:26

Já foram sete edições do "Topa ou Não Topa" sob o comando de Patrícia Abravanel aos sábados, tempo suficiente para fazer um balanço desse seu início em um game-show que foi apresentado por Silvio Santos entre 2006 e 2007.

Há cerca de 45 dias, o programa reestreou com algumas novidades. A principal delas é a economia. O SBT rifou maletas gordas, como a de R$ 500 mil e R$ 750 mil e a média de premiação diminuiu drasticamente.

A segunda é a exclusão do banqueiro e a tendência de uma figura feminina na função, chamada de tesoureira. Ela é Kátia Volkland, que já participou do "Fantasia" e foi bailarina do Faustão.

A terceira e não menos importante é a escolha por participantes que tenham uma história de superação, para que o público se identifique e torça por eles.

Patrícia Abravanel inegavelmente evoluiu desde 2011, quando apresentou o "Festival SBT 30 Anos" e teve algumas experiências importantes, como apresentar o "Eliana" durante a ausência da loira por conta da gravidez, mas ainda deixa muito a desejar.

 \"Topa ou Não Topa\" se rende ao assistencialismo e tem Patrícia Abravanel exagerada

São muitos exageros e um ritmo, por vezes, fora do tom que o programa pede. A "empolgação" passa do ponto. "Caramba!" e "é sério isso?" são apenas alguns dos vícios de linguagem que Patrícia não consegue tirar.

O formato permite ao apresentador vários improvisos, jogo de cintura e a oportunidade de fazer valer seu carisma. Embora Patrícia tenha o último quesito, ainda se deixa perder e não consegue conduzir o "Topa" de maneira adequada.

Quando vários prêmios altos saem de cara, a filha número quatro de Silvio Santos ainda tem dificuldade de manter o telespectador vidrado e tentar tornar o game atrativo. O "Topa ou Não Topa" por si só já tem um modelo que dependendo da situação prende da maneira que for. Mas outras variáveis dentro do jogo existem e torná-lo sedutor é papel de quem comanda.

Um dos fatores que acabaram empobrecendo a nova versão é o assistencialismo. A contraproposta, uma das estratégias que o participante pode usar em qualquer momento do jogo, tem que ser usado inteligentemente. Mas, a tesoureira já aceitou valores superiores ao da lógica para o participante se dar bem.

O "Topa ou Não Topa", apesar de algumas diferenças substanciais em relação aos programas apresentados na década passada, ainda é uma boa atração. E não envelheceu. Alguns ajustes aqui elencados, no entanto, empobreceram a nova versão.



Thiago Forato é jornalista e escreve diariamente para o NaTelinha. Assina a coluna Enfoque NT desde 2011. Converse com ele pelo e-mail thiagoforato@natelinha.com.br ou no Twitter, @tforatto

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