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Novo quadro do "Vídeo Show", apostando na emoção, é estranho ao programa

Nova aposta do vespertino destoa de sua característica

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Reprodução
Redação NT

Publicado em 16/07/2016 às 11:15:27

O “Vídeo Show” passa por uma fase turbulenta há pelo menos três anos. Desde que o formato apresentado por Zeca Camargo foi sendo desmontado aos poucos, passando pelo momento em que o estúdio fora desativado e as cabeças (nome que se dá ao momento em que se chama as matérias) passaram a ser feitas pelos Estúdios Globo (à época, Projac).

No ano passado veio a estreia de Mônica Iozzi, que garantiu um momento confortável ao programa até sua saída este ano.

Desde então, diversas tentativas foram sendo feitas para manter, ao menos, a estabilidade do vespertino. Nenhuma surtiu efeito.

Eis que essa semana aparece mais uma: O “Caso Verdade”, com nome inspirado em um programa da Globo dos anos 80. O quadro irá mostrar casos reais semelhantes aos das histórias de ficção.

Poderia ser uma ideia interessante, se seguido com histórias mais amenas. Entretanto, quem viu o quadro notou um aspecto “de choradeira” semelhante à praga que assola a programação da TV brasileira no fim de semana.

A história triste da paraibana Francineide Dantas, que teve seu bebê roubado igual à trama de “Senhora do Destino”, foi apresentada como manda o figurino: com trilha triste ao fundo e choro de Susana Vieira e Otaviano Costa, os apresentadores do dia.

O programa sempre teve como característica pautas de entretenimento leves e divertidas, e é de se estranhar, justamente, um quadro com esse aspecto aparecer. Na busca por audiência, o “Vídeo Show” vem se tornando uma grande colcha de retalhos, atirando pra todos os lados, desfigurando sua ideia.
 

Diogo Cavalcante é formando em jornalismo. Amante de televisão e apaixonado por novelas, fala sobre o assunto desde 2013. É um dos maiores especialistas sobre Classificação Indicativa na internet.

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