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De saída, Monica Iozzi ajudou a reacender "Vídeo Show" com espontaneidade

A coluna "Enfoque NT" analisa entrada de Monica Iozzi no programa e o gás que ela deu à atração

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Fotos: Reprodução/ TV Globo
Thiago Forato

Publicado em 12/02/2016 às 15:35:02

12 de fevereiro de 2016. Esta é a data em que Monica Iozzi se despediu da apresentação do "Vídeo Show", ao lado de Otaviano Costa. Menos de um ano depois de assumir o programa, em 6 de abril de 2015.
 
Passando por constantes reformulações e rodízio de apresentadores desde 2013, quando Ana Furtado e André Marques estiveram no comando da atração por anos, o "Vídeo Show" viveu uma verdadeira crise de identidade.
 
 
Em novembro daquele ano, Zeca Camargo assumiu o controle do tradicional vespertino com uma proposta de transformá-lo num talk-show, com plateia e um entrevistado por dia. Rapidamente, a investida naufragou e Zeca perdeu por consecutivos dias para a Record com seu "Balanço Geral", isso quando não era vítima dos enlatados do SBT.
 
Otaviano Costa, que era repórter, aos poucos, foi ganhando espaço e quadros mais relevantes, até que em 2015, o "Vídeo Show" finalmente achou uma fórmula certeira: ao vivo e recheado de improvisos com Otaviano e Monica Iozzi, que passou anos no "CQC" como repórter e havia feito uma participação como comentarista no "BBB". Além disso, ela ainda conciliava a apresentação do programa com a novela "Alto Astral", já em suas últimas semanas.
 
A aceitação foi imediata e logo as tiradas de Monica, com a química criada com Otaviano, deu nova cara ao "Vídeo Show", que estava simplesmente esquecido na memória do telespectador. A busca por um formato ideal parecia não ter fim e a direção já não sabia mais o que fazer para salvá-lo. 
 
O programa deixou de ser engessado e a dupla teve carta branca para tocar o barco como quisesse. Não à toa, quase que diariamente havia alguma nota na imprensa repercutindo o "Vídeo Show" por conta de alguma gafe ou fato inusitado ocorrido ao vivo. 
 
Iozzi oxigenou a atração e acabou convencendo a emissora de que o caminho a ser seguido era esse: o da informalidade. A de citar concorrentes sem cerimônia, zombar dos próprios tropeços e rir da própria emissora que trabalha. O "Vídeo Show" nada mais era que um programa sobre bastidores da Globo. Já batido e mecanizado. 
 
Substituta?
 
Seria pretensão dizer que Monica Iozzi é insubstituível. Realmente há pessoas que são, e não sabemos se Iozzi é, neste caso específico. Maíra Charken seria uma incógnita e inevitavelmente geraria comparações por parte do público e crítica caso assumisse. No entanto, conforme anúncio da Globo, Joaquim Lopes ficará no lugar de Monica a partir da próxima segunda-feira (15), causando menos impacto. 
 
Muitos podem dizer que Iozzi quer aparecer demais, e beira a chatice, quase forçando a barra "tentando ser engraçada". Devo concordar que, em alguns momentos isso de fato aconteceu. Mas ela foi um dos méritos do "Vídeo Show" voltar a figurar no radar do telespectador que estava mais esquecido que pobre na fila do SUS. 

 
Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há 11 anos e assina a coluna Enfoque NT há cinco, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele: thiagoforato@natelinha.com.br  |  Twitter: @tforatto
 
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