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"A Grande Farsa" se sustenta no talento de Ceará e vira boa opção na TV

A coluna "Enfoque NT" analisa a estreia do novo humorístico do canal Multishow

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Ceará comanda seu novo programa, "A Grande Farsa" - Divulgação/Multishow
Thiago Forato

Publicado em 21/07/2015 às 10:17:58

O programa “A Grande Farsa”, apresentado por Wellington Muniz, o Ceará, estreou na noite desta segunda-feira (20) no canal Multishow, prometendo que “nada é o que parece ser”.
 
Ceará abriu o programa dizendo que tinha três sonhos: trabalhar na televisão, ter uma atração própria e quando a tivesse, fazer com que não terminasse antes da primeira temporada. Brincadeira ou não, o fato é que o humorista conseguiu um programa só seu, com o grande alcance e estrutura que tem a Globosat na TV por assinatura.
 
O cenário é amplo, com telões de LED ao fundo e uma plateia generosa. Mas a grande sustentação do programa, a muleta, é Wellington Muniz com seu talento e carisma. Foi por isso que ganhou um programa para chamar de seu.
 
Enquanto outros ex-Pânicos se aventuraram e caíram no esquecimento, com exceção clara de Sabrina Sato, que acabou se dando bem na Record, embora seja uma apresentadora contestável, Ceará se mostrou “de cara limpa” na apresentação do programa e causou estranheza no telespectador que sempre o viu caracterizado, principalmente como Silvio Santos. 
 
 
Ceará mostrou ter jogo de cintura na apresentação, ainda que os trejeitos remetam ao seu principal ídolo. Nada mais natural. E detalhe: na estreia, Wellington não imitou Silvio Santos. Ele começou caracterizado como o cantor Bell Marques, cantando para sua filha, Valentina, num “vídeo caseiro” e encerrou o show num trio elétrico imitando o ex-Chiclete com Banana.
 
Além dele, Ceará apresentou um quadro de luta no ringue narrado por sua imitação de Galvão Bueno e a consagrada Gabi Herpes no “Di Ferente com Gabi” tendo como entrevistado o apresentador Danilo Gentili, do SBT. Uma entrevista ao mesmo tempo engraçada por tirar Gentili a todo instante e rasa, já que não conseguiu se aprofundar em nenhum assunto, mas talvez nem tenha sido essa a intenção.
 
Há também o “Povo Falha”, onde Muniz mostra suas mais diversas facetas como um simples porteiro, dona de casa ou um moleque cheio de gírias para falar a respeito do próprio programa, “A Grande Farsa”.
 
Outra imitação a ser destacada, bastante pontual, foi o “Dantena” (imitação de Datena), onde o humorista coloca até uma antena de TV na cabeça. Ponto alto da noite, com “links” e “pegadinhas” com pessoas da plateia, tendo até Danilo Gentili como repórter.
 
 
Sem dúvida, Ceará tem um grande talento e “A Grande Farsa” promete mostrar suas mais diversas facetas que estavam escondidas em poucos personagens no “Pânico”, como nos já consagrados Silvio Santos e Gabi Herpes.
 
De fato, o humorista merecia mais. Resta saber se “A Grande Farsa” vai conseguir manter o ritmo em 20 episódios diários e se Wellington Muniz conseguirá se reinventar praticamente sozinho, sem uma grande trupe como suporte e muleta.
 
 
Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há dez anos e assina a coluna Enfoque NT há quatro, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele: thiagoforato@natelinha.com.br  |  Twitter e Instagram: @tforatto
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