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A síndrome da repetição na TV por assinatura

Antenado

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Divulgação
Redação NT

Publicado em 22/11/2014 às 12:28:18

Este nobre colunista gosta muito de TV por assinatura. Vários canais, várias opções, filmes e séries à granel, programas legais, alguns nem tanto, dentre outras coisas.

Eu assisto de tudo na TV paga, desde futebol, passando por seriados americanos - quase sempre vejo "Revenge" na Sony - e brasileiros - adoro "O Negócio", da HBO -. Programas infantis também estão na rota, como "Drake e Josh" e "Os Padrinhos Mágicos".

Porém, mesmo com essa diversidade impressionante de conteúdos, uma coisa tem que ser dita e deixada clara: a TV paga tem uma síndrome que precisa ser tratada. Repetição não faz bem para qualquer coisa, nem para as pessoas quanto mais para produtos de entretenimento.

Vou dar exemplos disso: "Os Simpsons" é o carro-chefe da Fox. Exibido todos os dias, em maratonas de duas horas de 20h às 22h. Em um primeiro momento, sempre dá certo. A Fox explodiu de audiência, chegou a brigar de igual para igual com os campeões eternos, Cartoon Network e Discovery Kids.

Só que, neste último mês, a Fox fechou na sétima posição da TV por assinatura. Caiu quatro posições, perdeu terreno e parece que está perdendo ainda mais. As reprises exageradas da família amarela tem prejudicado até a Band. Curinga no horário nobre, onde chegava a picos de até 6 pontos, hoje "Os Simpsons" mal passa dos 2.

Outro exemplo: "South Park". Seriado sensacional, faz sucesso com os jovens e por muito tempo foi o curinga do Comedy Central quando chegou no Brasil. O canal disparou, chegou a ficar entre os 25 canais mais vistos.

"South Park" continua tendo de 8 a 10 episódios por dia. Resultado: o Comedy caiu tanto, que hoje não está nem entre os cinquenta mais vistos. A repetição matou o canal que tinha um potencial e atrações incríveis.

O que quero dizer é o seguinte: não dá pra se repetir desse jeito. Existem programas, existem conteúdos que podem ser usados e são mal explorados, mas a síndrome de repetição mata a TV por assinatura. Isso precisa e necessita ser resolvida pelas programadoras o quanto antes.
 

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. No NaTelinha, além da coluna “Antenado”, assinada todos os sábados, é responsável pelo “Documento NT” e outras reportagens. Converse com ele. E-mail: gabriel@natelinha.com.br / Twitter: @bielvaquer

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