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Estreias globais da segunda-feira parecem sob medida para as suas funções

Território da TV

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Fotos: Divulgação
Redação NT

Publicado em 04/11/2014 às 11:02:26

A Globo promoveu uma série de estreias em pleno mês de novembro. Todas resultantes da fuga do lançamento de novidades no complicado período eleitoral. Nesta segunda (03), em sequência, o canal exibiu o primeiro capítulo de “Alto Astral” e o primeiro dia de Renata Vasconcellos como apresentadora do “Jornal Nacional”.

O novo folhetim da sete não surpreendeu. Bem ao clima simples das chamadas, a história central da trama se mostrou até óbvia. Mas o respiro dado ao público depois das novidades rejeitadas em “Além do Horizonte” e “Geração Brasil” pode render bons índices.

Tal como “Boogie Oogie”, atual produção das 18h, a opção por um clichê assumido mas feito de forma competente tende a, se não ressuscitar a faixa, pelo menos quebrar a sequência de recordes negativos.

Nenhuma surpresa também no “JN”. Afinal, como dito pelo próprio William Bonner na apresentação de Renata Vasconcellos na sexta-feira (31), apresentar o noticiário não é novidade para ela.

A âncora mostrou a competência de sempre e justificou que foi alçada ao mais relevante posto do telejornalismo com todos os méritos. Mantendo a elegância característica com uma suavidade que consegue passar longe de infantilismos, a “era Renata” tem de tudo para ser mais relevante que a de sua antecessora.

Chamou atenção a ausência de narração na escalada. Em 2011, o primeiro dia da então nova titular contou com Dirceu Rabelo anunciando que “está no ar o Jornal Nacional com William Bonner e Patrícia Poeta” logo após a escalada.

Em compensação, o nome de Renata surgiu normalmente nos créditos, enquanto Fátima Bernardes ainda constava no encerramento da primeira edição sem ela como editora-executiva e apresentadora.

Além desses detalhes, a repercussão geral do público foi de unanimidade sobre a nova escolha. Entre a beleza e a competência, a maior parte dos comentários foi recheada de elogios.

Renata, por sua vez, no domingo ainda surgiu no “Fantástico” para passar a função de apresentadora do dominical para Poliana Abritta.

Esse sim um começo que necessita de espera por uma análise mais aprofundada, já que Poliana até hoje havia atuado além de reportagens somente cobrindo férias de Christiane Pelajo no “Jornal da Globo”, em alguns sábados no “Jornal Hoje” e em uma temporada do “Globo Mar”.

Poliana é tão novidade que surpreendeu o público apenas por sua tatuagem na perna. Acabou falando sobre o comentado desenho ao vivo no “Encontro”.

E apesar de seu perfil lembrar mais o de Patrícia Poeta quando assumiu o “show da vida” em 2008, ela acabou se assemelhando nas qualidades e defeitos com Renata Vasconcellos.

Teve firmeza na boa parte jornalística da edição, mas ficou desconfortável ao fazer pautas mais leves, principalmente nas interações com o brincalhão Tadeu Schmidt.

Se ela fez uma boa reportagem internacional, nos momentos de “teatrinho”, seria melhor ter cedido espaço aos fantoches de cavalos do bloco esportivo.

Mas essa é uma questão do formato que deve ir sendo corrigida progressivamente. Afinal, alguém aí se lembra das exibições de reuniões de pautas, emoticons na tela durante reportagens ou do robozinho que percorria a redação? Então...

Com cada vez menos enfeites, a audiência vem correspondendo. O programa de domingo (02), por exemplo, deu 23 pontos. Não há muito tempo, ficava abaixo dos 20.

É o mesmo caso da faixa das sete, que vibra com os 24 prévios de “Alto Astral” após ver as tramas mais recentes não passarem dos 19 de média geral.  

 

No NaTelinha, o colunista Lucas Félix mostra um panorama desse surpreendente território que é a TV brasileira.

Ele também edita o https://territoriodeideias.blogspot.com.br e está no Twitter (@lucasfelix)

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