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Enfoque NT: A construção e redenção do "Profissão Repórter"

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Divulgação/TV Globo
Thiago Forato

Publicado em 28/04/2014 às 17:44:57

O “Profissão Repórter” estreou como quadro do “Fantástico” em 2006. A ideia era mostrar pautas que permitissem uma simultaneidade, para que mais de uma verdade fosse contada por oito repórteres que acabaram de se formar.

O repórter, como todo mundo sabe, pode influenciar na maneira de se contar uma história. Em dezembro daquele ano, o jornalístico teve uma oportunidade de ser exibido em versão solo, numa quinta-feira, depois de “A Grande Família”.

Em 2007, mais uma evolução: o “Profissão” ganha três edições que vão ao ar no segundo semestre daquele ano e se projeta para se ficar de uma vez na programação global.

Redenção

O “Profissão Repórter” conseguiu vaga cativa na grade da Globo quase dois anos depois de sua estreia, em 2008. O primeiro programa marcou 21 pontos no Ibope, um pouco longe dos 12 que registra atualmente.

Uma de suas edições mais memoráveis aconteceu em junho do ano passado quando Caco Barcellos e sua equipe de jovens jornalistas (aliás, é bom frisar a competência com que Caco coordena todos eles) fizeram um excelente trabalho nos manifestos populares. Um programa com edição tinindo.

Caco tem bagagem e uma história no jornalismo de dar inveja. Escreveu o aclamado “Rota 66” e que é recomendado pelas faculdades para uso de resenhas, dissertações, etc. Virou referência. Talvez Caco não tenha seguido seu rumo exatamente como tenha traçado, e pode ser que ele não esteja fazendo o que de fato gostaria e planejou. Mas, sem dúvida alguma, faz com muita perícia e aptidão o que lhe é proposto.

Similares

O que não falta na televisão são programas jornalísticos. Agora, jornalísticos que tenham algo de diferente e que contribua realmente para a construção de algo fresco e viçoso e que faça por onde ser lembrado, é difícil. Os já tradicionais parecem defasados.

No Ibope, o programa tem marcado números bastante aceitáveis. O horário ocupado, cerca de meia-noite na terça-feira, não possibilita muito mais do que o jornalístico vem alcançando. No entanto, o “Profissão Repórter” segue no mais absoluto primeiro lugar, sem qualquer tipo de ameaça.


Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br - Twitter: @Forato_

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