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Entrevista

A Fazenda: Com Borderline, Raissa pode ter comportamentos autodestrutivos, diz especialista

Psicoterapeuta aponta que não é recomendável pessoas com a síndrome participarem de reality show

Raissa Barbosa chorando na Fazenda
Raissa Barbosa sofre da Síndrome de Borderline - Reprodução/PlayPlus
Thiago Forato

Publicado em 01/10/2020 às 05:37:00

A ex-vice Miss Bumbum Raissa Barbosa teve mais um momento de surto depois da terceira Roça, formada na última terça-feira (29). Com seis votos da casa, ela encara sua segunda berlinda nesta quinta (1º) e pode deixar o confinamento. A peoa, há duas semanas, teve o primeiro comportamento agressivo sério: socou o travesseiro, questionou o voto dos colegas e chegou a jogar um copo d'água no cantor Biel. Desta vez, além de demonstrar descontrole emocional mais uma vez, lambrecou Lucas Cartolouco e Juliano Ceglia com creme.

Raíssa sofre da Síndrome de Borderline, em um quadro considerado leve. Para o psicoterapeuta Carlos Florêncio, não é aconselhável que uma pessoa com esse transtorno participe de reality show. "Ela não está apta para controlar suas emoções. Ou seja, atuar em situações extremas como essa. Uma pessoa com a síndrome leva tudo muito para o pessoal. Ela se sente perseguida e tem comportamentos autodestrutivos. Ao mesmo tempo, não sinto que isso esteja tão evidente no comportamento da Raissa", destaca o profissional ao NaTelinha.

Segundo Florêncio, é importante que haja comprovação médica e diagnóstico correto. "Um caso de Borderline é realmente preocupante porque apresenta uma pessoa com muitas oscilações de humor e que precisa de tratamento. É uma questão psiquiátrica e não uma origem que a pessoa passa a se auto controlar e nivelar seu humor. Geralmente, há a necessidade de medicamentos para ajudá-las com as oscilações de humor decorrente da borderline."

Mexer com autoestima e valores afeta pessoas com Borderline, diz especialista

Prestar uma assistência médica à saúde mental com uma pessoa com essa síndrome é fundamental, além de seguir com ele durante o confinamento. No entanto, Carlos Florêncio ressalta que algumas atitudes podem ser confundidas com uma necessidade de aparecer, como questões que mesclam vaidade e caráter. "Pode ser realmente algo de origem psiquiátrica ou algo comportamental movido por estar na televisão, em julgamento. Muitas pessoas têm oscilações de humor, muitas são agressivas e elas não são pessoas com problemas psiquiátricos, mas estão passando por novas situações dentro da casa que geram comportamentos como os tais".

Uma pessoa com a Síndrome de Borderline pode ir a níveis extremos quando se sente ameaçada, julgada, criticada, menosprezada e perseguida, quando se mexe com a autoestima e valores. "Em meio a situações como as protagonizadas em A Fazenda, passando fervor de suas emoções, falando coisas de maneira muito livre, elas podem sem querer ofender, despertar situações não resolvidas com lembranças do seu passado e essas serem gatilhos de choro ou violência", afirma o psicoterapeuta.

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