Política

Bruno Gagliasso se recusa a falar nome de Bolsonaro na Globo: "Mais forte que eu"

Ator comentou seu papel na minissérie sobre Marighella em entrevista ao Encontro desta terça-feira (17)


Bruno Gagliasso no Encontro desta terça-feira (17), na Globo e montagem de Bolsonaro
Bruno Gagliasso chamou ex-presidente de "Bozo" para não citar Jair Bolsonaro nominalmente no Encontro - Foto: Reprodução/Globo
Por Walter Felix

Publicado em 17/01/2023 às 10:55,
atualizado em 17/01/2023 às 11:09

Bruno Gagliasso se recusou a falar o nome de Jair Bolsonaro no Encontro desta terça-feira (17). Em entrevista ao matutino, o ator comentou seu papel em Marighella, filme que virou minissérie e está sendo atualmente exibida na Globo. A história é sobre um guerrilheiro de esquerda, interpretado por Seu Jorge, que lutou contra a ditadura militar no Brasil e foi morto pela repressão em 1969.

Na ficção, Bruno Gagliasso interpreta Lúcio, personagem ficcional equivalente ao Delegado Fleury. “Vivo a escória da história, um cara extremamente racista, facista. O cara que perseguiu e matou Marighella, um cara que existiu. Acho tão importante Marighella estar indo ao ar agora, num momento tão delicado que a gente está vivendo”, comentou ele.

O ator citou os atos golpistas e de vandalismo que tomaram Brasília em 8 de janeiro por apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Acho importante todo mundo refletir o que foi e o que é uma ditadura. Estou muito orgulhoso de fazer parte desse projeto, que existe há muito tempo. A gente filmou há muito tempo”, relembrou.

“O projeto passou por quatro governos: Dilma, depois Temer… Depois do Temer… Não sei nem como é que eu chamo”, ironizou Bruno. “Segue a vida”, desconversou Manoel Soares, que comandava o papo com Patricia Poeta. “Não consigo chamar agora. O Bozo!”, disparou o ator, que causou a risada do apresentador e completou: “Foi mais forte que eu (risos)”.

Na sequência, Manoel fez elogios ao biografado na minissérie da Globo, dirigida por Wagner Moura: “Marighella é um herói que o povo não conhece. Às vezes, a galera fica ali admirando Malcolm X, mas existem heróis brasileiros que precisam ser conhecidos. Acho que a minissérie vai trazer um pouco disso”.

Bruno é apoiador do presidente Lula e fez campanha para o político do Partido dos Trabalhadores no ano passado. A oposição a Bolsonaro vem de longa data e motivou, inclusive, suas desavenças com o irmão Thiago Gagliasso, que também brigou com a cunhada, Giovanna Ewbank, por motivações políticas em 2018.

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