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Dias contados?

Sessão da Tarde derruba audiência e vira problema na Globo

"Ensanduichada" por duas novelas, Sessão da Tarde afugenta público


Cena do filme Os Smurfs
Os Smurfs (2011) é um dos poucos filmes que subiram a audiência em relação ao O Cravo e a Rosa em 2022 - Foto: Divulgação/Sony Pictures
Por Thiago Forato

Publicado em 10/03/2022 às 05:05:00,
atualizado em 10/03/2022 às 07:42:26

Com 48 anos no ar completados na última sexta-feira (4), a Sessão da Tarde já teve seus tempos de glória, mas agora aparece como um limitador dentro da grade de programação da Globo. De acordo com levantamento realizado pelo NaTelinha, nas 46 apresentações de 2022 (entre 3 de janeiro e 8 de março), somente em três oportunidades os filmes foram capazes de levantar a audiência da reprise de O Cravo e a Rosa (2000-01). Nas outras 43, que corresponde a 93,5%, fizeram a audiência cair em até 25%.

Alavancado pela reapresentação do folhetim de Walcyr Carrasco desde dezembro, os filmes nunca perderam a liderança no Ibope, mas a emissora percebeu que a clássica sessão de filmes começou a "empacar" na audiência. Os índices, que deveriam ser crescentes com o passar do dia, sofrem uma quebra justamente na hora do filme, e O Clone (2001-02) tem a missão de alavancar os números novamente logo na sequência.

Dentre os filmes "salvadores da pátria" que conseguiram fazer os índices subirem foi Os Smurfs (2011) com 13,8 no dia 3 de janeiro (a novela deu 13,5); Mamãe Saiu de Férias (2017) com 13,4 (antes, O Cravo e a Rosa anotou 12,7) e a grande exceção dos últimos tempos: Nanny McPhee e as Lições Mágicas (2010), que cravou impressionantes 15,9 pontos na Grande São Paulo, obtendo o recorde do ano no último dia 1º de março. A história de Carrasco pontuou 15,2 na ocasião.

Qual o futuro da Sessão da Tarde?

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A Globo é categórica quanto a manutenção da Sessão da Tarde em 2022. Apesar de continuar apostando em filmes, internamente sabe-se que dentro de algum tempo, ela deixará de existir. Há uma década, a emissora ensaia nacionalizar a programação vespertina, mas há forte resistência quanto à extinção da clássica sessão.

Um de seus defensores é Amauri Soares, agora diretor do canal TV Globo, cargo denominado depois da reestruturação das empresas do grupo em 2020. Para ele, a sessão de filmes é uma marca do canal e pelo menos por enquanto, seu fim deve ser adiado enquanto houver a possibilidade de acervo e a audiência estiver respondendo.

Dentro da emissora, há quem aposte que a Sessão da Tarde chegue, no máximo, aos 50 anos no ar, o que seria em 2024. Ao menos no atual modelo diário.

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