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Consequência

Monark é demitido após defender criação de partido nazista

Youtuber é desligado da empresa depois de ser detonado por fala polêmica


Monark diante de microfone em estúdio de podcast
Monark é demitido pelo Flow após defender partido nazista - Foto: Reprodução
Por Redação NT

Publicado em 08/02/2022 às 20:06:33,
atualizado em 08/02/2022 às 20:24:28

A partir desta terça-feira (8), Monark, assinatura do youtuber Bruno Aiub, foi demitido do Flow Podcast. A decisão da empresa veio um dia após o polêmico comentário do influenciador digital, que defendeu a criação de um partido nazista no Brasil em um vídeo do canal. Em nota oficial, o Flow anunciou o desligamento de Bruno de seu quadro de funcionários, mesmo ele sendo sócio da empresa.

"Esta decisão fora tomada em conformidade com o que determinam todos os preceitos de boa prática, nossa visão e missão, as quais o Estúdios Flow compactua e segue, lamentando profundamente o episódio ocorrido. Aos nossos fãs, convidados, ouvintes, equipe e apoiadores, fica a mensagem de que iremos superar essa situação contribuindo para uma sociedade mais justa e transparente, o que sempre foi nosso objetivo, exprimindo opiniões francas e livres, com a liberdade de expressão amparada por preceitos legais", afirmou.

A repercussão negativa da fala do comunicador foi tão grande que o nome dele ficou entre os assuntos mais comentados das redes sociais nas últimas horas. Com isso, muitos patrocinadores do podcast pressionaram a favor da demissão do rapaz ou os anunciantes romperiam o contrato.

Poucas horas depois do comentário contraditório de Monark, empresas como Finclass, Insider Store, Fatal Model e Flash Benefícios e Finclass cancelaram o acordo que tinham com o canal de vídeos. Além da debandada de patrocinadores, vários convidados agendados para participarem do programa cancelaram a presença, além de solicitarem que antigos programas fossem retirados do ar.

Monark e seu comentário polêmico sobre o partido nazista

A polêmica começou com o comentário de Monark durante entrevista com as deputadas federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP). "Eu sou mais louco do que vocês. Eu acho que tinha que ter partido nazista reconhecido pela lei", bradou. A deputada logo tratou de corrigir o apresentador. "Liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca a vida do outro em risco. O nazismo é contra a população judaica. Isso coloca uma população inteira em risco", disse Tabata.

Monark, no entanto, insistiu: "Se um cara quisesse ser anti-judeu, eu acho que ele tinha o direito de ser”. E perguntou: “Você vai matar quem é anti-judeu? […] Ele não está sendo anti-vida, ele não gosta dos ideais [dos judeus]".

A profissional tentou explicar que o judaísmo é uma identidade, religião e raça, mas Monark não mudou de opinião. Logo, as redes sociais foram inundadas com ataques ao apresentador. "Um imbecil este rapaz com podcast popular que defende a legalização do Partido Nazista no Brasil. Os nazistas mataram 6 milhões de judeus em escala industrial no Holocausto, além de centenas de milhares de romas (ciganos) no Porajmos", escreveu Guga Chacra.

Veja o vídeo com as falas de Monark:

Vale lembrar que pela Constituição Federal, a "veiculação de símbolos, ornamentos, emblemas, distintivos ou propaganda relacionados ao nazismo" é crime previsto e descrito como inafiançável e imprescritível.

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