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Crime

Monark, do Flow Podcast, defende manutenção de partido nazista e gera revolta

Apresentador do Flow insistiu na manutenção de partido cuja ideologia vitimou milhões de pessoas


Monark gesticulando com as mãos
Monark gerou revolta por praticar crime travestido de opinião - Foto: Reprodução/YouTube
Por Redação NT

Publicado em 08/02/2022 às 13:35:01,
atualizado em 08/02/2022 às 13:59:40

O apresentador Monark, do Flow Podcast, causou polêmica na noite dessa segunda-feira (7) depois de defender a existência de um partido nazista. Ele conversava com os deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Kim Kataguiri (Podemos-SP). "Eu sou mais louco do que vocês. Eu acho que tinha que ter partido nazista reconhecido pela lei", bradou.

A deputada logo tratou de corrigir o apresentador. "Liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca a vida do outro em risco. O nazismo é contra a população judaica. Isso coloca uma população inteira em risco", disse Tabata.

Monark, no entanto, insistiu: "Se um cara quisesse ser anti-judeu, eu acho que ele tinha o direito de ser”. E perguntou: “Você vai matar quem é anti-judeu? […] Ele não está sendo anti-vida, ele não gosta dos ideais [dos judeus]".

A profissional tentou explicar que o judaísmo é uma identidade, religião e raça, mas Monark não mudou de opinião. Logo, as redes sociais foram inundadas com ataques ao apresentador. "Um imbecil este rapaz com podcast popular que defende a legalização do Partido Nazista no Brasil. Os nazistas mataram 6 milhões de judeus em escala industrial no Holocausto, além de centenas de milhares de romas (ciganos) no Porajmos", escreveu Guga Chacra.

Monark tem proferido discursos de ódio há algum tempo. "Ter opinião racista não é crime", disse ele. No entanto, não é o que diz a Lei nº 7.716 e artigo 20, que prevê até três anos de cadeia a quem "praticar, induzir, ou incidtar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".

O nazismo perseguiu, prendeu e assassinou pelo menos cinco milhões de pessoas na Alemanha, sob os domínios de Adolf Hitler. No Brasil, é considerado crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas e objetos de divulgação do nazismo. A pena varia de 1 a 3 anos de prisão e multa.

Patrocinadores de Monark se posicionaram

A empresa Flash Benefícios se posicionou. Ela não patrocina mais o podcast. Confira:

"Diante do absurdo, é preciso se posicionar. No último dia 07 de fevereiro, durante a exibição do episódio 545 do Flow Podcast, um dos apresentadores fez comentários inadmissíveis e dos quais discordamos de forma veemente. Diante disso, solicitamos o encerramento formal e imediato de nossa relação contratual com os Estúdios Flow.

A Flash Benefícios acredita em uma sociedade igualitária, sem qualquer tipo de discriminação. Não há sociedade livre quando há intolerância ou busca de legitimação de discursos odiosos, nazistas e racistas, tecidos a partir de uma suposta liberdade de expressão. Reforçamos que todo e qualquer tipo de opinião jamais pode ferir, ignorar ou questionar a existência de alguém ou de um grupo da sociedade.

Acreditamos que liberdade de expressão, diálogo, pluralidade, e até mesmo a individualidade, só existem em uma sociedade onde há respeito mútuo. Qualquer atitude que fere e subjuga a existência de qualquer ser humano é crime e deve ser encarada como tal."

Monark pede desculpas

No início da tarde desta terça-feira (8), Monark se arrependeu do que disse. “Queria só pedir desculpas mesmo, porque eu errei, a verdade é essa. Eu estava muito bêbado e fui defender uma ideia, uma ideia que acontece em outros lugares do mundo, nos Estados Unidos por exemplo. Mas, eu fui defender essa ideia de um jeito muito burro, eu estava bêbado e falei de uma forma muito insensível com a comunidade judaica”, reconheceu.

E continuou: “São quatro horas de conversa, eu estava bêbado, fui insensível, sim. Errei na fala, na forma como me expressei. Dá a entender que estou defendendo coisas inaceitáveis. Peço compreensão de vocês mesmo e peço desculpas à comunidade judaica.

 

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