Saturday

De Rodrigo Faro a Chacrinha: Cinco apresentadores que se consagraram aos sábados

Relembre cinco apresentadores que ganharam grande notoriedade no último dia da semana

De Rodrigo Faro a Chacrinha: Cinco apresentadores que se consagraram aos sábados
Chacrinha e Rodrigo Faro se destacaram aos sábados

Publicado em 13/06/2020 às 11:28:00

Por: Thiago Forato

O sábado é considerado por muitos como o pior dia para se assistir televisão aberta. Escassez de conteúdo e falta de novidades são os principais motivos apontados, em meio a programas que já estão no ar há bastante tempo.

No entanto, apesar do marasmo que existe neste dia tão odiado por alguns no universo televisivo, devemos reconhecer que alguns apresentadores se consagraram exatamente no último dia da semana.

O NaTelinha lista a seguir cinco apresentadores que se consagraram aos sábados. 

Confira:

Luciano Huck

O apresentador Luciano Huck despontou na Bandeem 1996 com o H, se popularizando com personagens sensuais como a Tiazinha e a Feiticeira, que faziam a alegria da garotada.
 Com um programa diário fazendo sucesso na Band, logo chamou a atenção da Globo para suprir uma lacuna deixada desde os tempos de Chacrinha: as tardes de sábado.

Em 1999, Huck assinou contrato com a Globo, para estrear em 2000 o Caldeirão do Huck. A tarefa foi árdua. Como a emissora atravessava problemas de audiência aos sábados à tarde devido a concorrência de Raul Gil, ainda na Record, Huck demorou para engrenar e a liderar o horário.

Perdeu por muitas vezes no primeiro ano e disputou de igual para igual com Raul Gil por mais outro, até que a partir de 2002 conseguiu consolidar a liderança isolada, que mantém até os dias de hoje.

Com quadros assistencialistas, musicais e games, o "Caldeirão do Huck" virou sinônimo de sábado à tarde, unindo audiência e dinheiro à emissora.

Rodrigo Faro

O sonho de Rodrigo Faro sempre foi ser apresentador. E ser dono de uma atração aos domingos, mas foi aos sábados que ele ganhou notoriedade.

Contratado pela Record em 2008 junto à Globo, Rodrigo Faro assumiu O Melhor do Brasil, que já estava no segundo lugar do ranking do Ibope. Com boa estabilidade de audiência, Faro substituiu Márcio Garcia, que voltou para a Globo.

Aos poucos, a atração foi ganhando a cara do novo apresentador, que explodiu de vez em 2009 com o quadro "Vai Dar Namoro", em que Faro começou a fazer o "Dança, Gatinho". Toda vez que um casal se beijava, o animador dançava e cantava alguma canção imitando um artista.

Tudo começou com uma brincadeira quando Michael Jackson morreu em junho daquele ano. A partir de lá, todas as semanas Rodrigo Faro escolhia algum cantor ou cantora de sucesso para fazer uma paródia no palco caso o casal chegasse ao beijo.

O Melhor do Brasil acabou adentrando o horário noturno e foi um grande sucesso de audiência, incomodando a Globo. Foi remanejado para os domingos em 2013, mas extinto em 2014 para dar lugar ao Hora do Faro.

Raul Gil

O apresentador Raul Gil tem uma longa carreira na televisão e já esteve no SBT nos primeiros anos de operação.

Mas foi com o Programa Raul Gil na Record no final da década de 1990 e início dos anos 2000 que atingiu seu apogeu, fazendo realmente a Globo se mexer a ponto de até considerar, em tal momento, o dia perdido. Raul Gil chegou a liderar os sábados na Record de forma consecutiva por meses. Foi intitulado pela revista Isto É da época como o "Rei dos Sábados". Apenas o "Caldeirão do Huck", após dois anos, conseguiu liderar o Ibope do horário e se consolidar.

Em 2005, com a premissa de repaginar a programação e se livrar dos programas populares, a Record dispensou Raul Gil e ele migrou para a Band. Lá, o apresentador esteve aos domingos, onde também deu audiência, mas posteriormente voltou ao seu dia de "origem".

No SBT, em 2010, atingiu bons índices, mas pouco depois se estagnou e segue dando em torno dos 4 pontos no Ibope.

Gugu Liberato

O apresentador Gugu Liberato, vítima de um acidente doméstico em Orlando nos Estados Unidos, em novembro do ano passado, foi sinônimo de domingo. Mas o que muitos não sabem, ou já se esqueceram, é que Gugu se consagrou aos sábados no SBT, ainda na década de 80.

Em 1982, Gugu estreava o Viva a Noite, uma febre nas noites de sábado daquela época, com musicais, entrevistas e games. Foi líder do horário por muitos anos. Tanto é que em 1988 a Globo quis e contratou Gugu, seduzido por um contrato milionário.

A oferta, além de uma cifra generosa, incluía um programa aos domingos à tarde, para bater Silvio Santos, que tinha sua hegemonia com o Tudo por Dinheiro (o Topa Tudo só veio a existir na década de 90), Show de Calouros, Cidade contra Cidade, dentre outros.

Silvio Santos não aceitou e foi falar diretamente com Roberto Marinho. O que se sabe é que Silvio pagou uma multa rescisória, valor que nunca veio à tona, e alegou que precisaria ter Gugu no SBT porque estava "pifando" e ficando sem voz.

Gugu ainda ficou por mais alguns anos no sábado. O Viva a Noite terminou em 1992, mas o apresentador continuou com algumas atrações no mesmo horário, como o Sabadão, que foi extinto em 2002, mas sem o mesmo êxito do Viva a Noite.

Com a estreia do "Domingo Legal" em 1993, todos os seus esforços ficaram por lá concentrados, já que Faustão havia estreado na Globo e tomado a liderança do SBT. 

Em 2009, foi contratado pela Record, seduzido por um salário estimado em R$ 3 milhões e talk-show que nunca saiu do papel. Saiu do canal em 2013, mas retornou em 2015. Entre 2018 e 2019, havia se rendido aos formatos e apresentou o Power Couple Brasil e o Canta Comigo.

Chacrinha

"Na televisão nada se cria, tudo se copia".

Esta frase é repetida até hoje e nunca deixará de ser atual. Animador nato, Chacrinha fez sucesso nas tardes de sábado desde a década de 1970 com seus games, musicais e apresentação de calouros.

Criador de diversos bordões, Chacrinha passou pela TV Tupi, TV Rio e encerrou sua carreira na Globo em 1988, quando faleceu devido a um câncer no pulmão.

O "Cassino do Chacrinha" agitava as tardes de sábado e era líder incontestável.

O Velho Guerreiro é imitado até hoje e se tornou uma referência em programas de auditório.


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