SBT Brasil

Rachel Sheherazade desobedece Silvio Santos e aplaude ministra ao vivo

Apresentadora havia sido punida por emitir opinião no telejornal

Rachel Sheherazade desobedece Silvio Santos e aplaude ministra ao vivo
Rachel Sheherazade aplaude ministra Cármen Lúcia no SBT Brasil

Publicado em 13/05/2020 às 22:34:31 ,
atualizado em 14/05/2020 às 17:31:28

Por: Paulo Pacheco

Rachel Sheherazade desobedeceu a uma determinação de Silvio Santos e emitiu opinião, ainda que sem dizer uma palavra sequer, no SBT Brasil desta quarta-feira (13). A apresentadora foi proibida de se manifestar na bancada do telejornal e já recebeu punições por descumprir a ordem do patrão.

A jornalista aplaudiu a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, após a exibição da resposta da magistrada ao presidente da Casa, Dias Toffoli.

"Ministra Cármen Lúcia, as mulheres têm preferência sempre", disse o presidente do STF, dando a palavra à colega durante sessão virtual. "Não, nós queremos outro tipo de igualdade. Esse aí, essa preferência...", rebateu a magistrada.

De volta ao estúdio, Rachel Sheherazade bateu palmas discretamente para elogiar a fala da ministra do STF. O colega de bancada, Marcelo Torres, reagiu à manifestação com um leve sorriso.

Assista:

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Rachel Sheherazade x Silvio Santos

Rachel Sheherazade foi contratada por Silvio Santos para ser âncora do SBT Brasil em 2011, após o empresário se encantar com seus comentários na TV Tambaú, afiliada da rede na Paraíba. Em São Paulo, teve total liberdade até 2014, quando foi vetada de emitir opiniões no ar ao se envolver numa polêmica quando defendeu "justiceiros" no Rio de Janeiro.

"...E aos defensores dos Direitos Humanos que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido!"disse Sheherazade na época. Alguns deputados interpretaram as palavras da jornalista como apologia ao crime.

"Em razão do atual cenário criado recentemente em torno de nossa apresentadora Rachel Sheherazade, o SBT decidiu que os comentários em seus telejornais serão feitos unicamente pelo Jornalismo da emissora em forma de Editorial. Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que continuam no comando do SBT Brasil" disse o SBT em comunicado à imprensa na ocasião.

Em 2014, numa entrevista ao Pânico na Band, Silvio Santos comentou a situação: "O SBT Brasil não é um querido diário, mas, sim, um jornal para informar e não manipular mentes. Ela [Sheherazade] tem liberdade de fazer uma página pessoal, para expor a sua opinião, que não é a opinião de todos”.

Em agosto de 2019, Sheherazade se envolveu num segundo problema editorial com a diretoria da emissora. Representantes do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) foram ao SBT pedindo uma retratação após a âncora, nas redes sociais, se referir a carcereiros como “monstros”. A crítica aconteceu num vídeo publicado por ela sobre um massacre ocorrido no presídio de Altamira, no interior do Pará.

Após toda a polêmica, e sofrendo pressões externas, Silvio Santos afastou Rachel Sheherazade da ancoragem do SBT Brasil às sextas-feiras, como forma de punição, e promoveu um rodízio de apresentadoras no dia. No ápice do estresse, a jornalista comunicou que se afastaria das redes sociais, mas antes gravou um vídeo sobre o imbróglio.

"Na verdade eu recebi uma determinação da empresa, na semana passada, eu também fui pega de surpresa, de que eu estaria afastada ás sextas-feiras por tempo indeterminado. Portando, eu não tenho como precisar quando voltarei, ou si voltarei, apresentar o SBT Brasil nas sextas-feiras, excepcionalmente. Quero dizer a vocês que meu contrato segue com a emissora. Eu continuo contratada do SBT. Eu tenho um contrato que segue até setembro de 2020. Portando mais um ano de contrato. Contrato que eu pretendo seguir, que pretendo cumprir, com o sempre cumpri, meu contratos em quase 20 anos", explicou a jornalista. A âncora retornou às redes sociais cerca de dois meses depois, no dia 16 de outubro, diferentes de antes, sem críticas diretas ao presidente Jair Bolsonaro.


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