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Lançamento

Aguinaldo Silva minimiza polêmica sobre direitos de "O Sétimo Guardião": "não tira meu sono"

Novela foi lançada nesta terça-feira (30) nos Estúdios Globo; ex-aluno rebate declarações

Aguinaldo Silva
Divulgação
Fabrício Falcheti, com Sandro Nascimento

Publicado em 30/10/2018 às 12:27:12

Na manhã desta terça-feira (30), a Globo realizou o lançamento de sua próxima novela das 21h, "O Sétimo Guardião". O NaTelinha está presente.

Na ocasião, Aguinaldo Silva falou abertamente sobre toda polêmica em torno dos direitos autorais da trama.

Desde o ano passado, o roteirista Silvio Cerceau busca ser reconhecido como co-autor da sinopse do folhetim, que teria sido criada durante a Masterclass 3, ministrada por Aguinaldo em 2015 para outros 25 alunos.

Na coletiva, o novelista conversou com os jornalistas - entre eles Sandro Nascimento, deste site - e negou que esteja sendo processado e menos ainda que Cerceau tenha entrado com uma liminar contra a novela. "Isso é um caso que está sob júdice, na verdade não existe nenhum processo de nenhum aluno. Eu que tô processando. Ninguém entrou. Eu não posso falar sobre isso, tá na Justiça. Não existe nenhum aluno me processando, queria deixar me claro", destacou.

"Processei ele [Silvio Cerceau] porque quebrou uma cláusula de confidencialidade que assinou comigo. Eu tenho na Globo 150 roteiristas que posso chamar para ser meus colaboradores. O que eu fiz foi um curso. Eu era o professor e eles, os alunos. Então eu acho que há um certo exagero nessas declarações. As pessoas estavam lá pra aprender comigo, pagaram por isso. Não podem dizer 'nós fizemos tudo', e o professor ficou sentado escutando tudo? Tem coisa aí que não combina. São 26 alunos, porque só 1 diz isso?", questionou.

Aguinaldo Silva garantiu que não se preocupa com todo esse imbróglio. "Todos os roteiristas de novelas são processados. Por exemplo, eu adaptei um romance de Jorge Amado, 'Mar Morto', e fui processado por duas pessoas diferentes que diziam que a história era delas. Era um livro de Jorge Amado, eu só adaptei! Todas as novelas rendem processos, agora são processos que correm em segredo de Justiça como deve ser", contou.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de incluir os nomes dos alunos do curso na abertura de "O Sétimo Guardião", Aguinaldo se esquivou: "A novela não é minha, é da Rede Globo. Quem decide o que vai ou não sair nos créditos é a Rede Globo, eu vou acatar".

Mais uma vez, ele disse que esse problema não tira o seu sono: "Não tira o meu sono porque eu tenho um trabalho a fazer. Eu não posso parar pra pensar num problema que não tem a ver com a novela, mas com a insatisfação de uma pessoa. O que eu tenho que fazer, e eu procuro fazer o melhor possível porque eu acho que o público, os atores e todo mundo que trabalha na novela merecem isso, eu procuro me abstrair dessas coisas menores e fazer o meu trabalho que é o que importa".

Por fim, relembrou sua história para afirmar que não tem medo de nada. "Quando eu tinha 20 anos eu era jornalista e saí de Recife em 1964 porque eu tava proibido trabalhar, ninguém podia me dar emprego, porque trabalhava em um jornal de esquerda... De lá pra cá, eu saí sem nada, fugi sem roupa, e hoje eu tô aqui com vocês... Você acha que eu tenho medo de alguma coisa depois de tudo isso?", finalizou.

Aguinaldo Silva minimiza polêmica sobre direitos de \"O Sétimo Guardião\": \"não tira meu sono\"
Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa são os protagonistas de "O Sétimo Guardião"

Procurado pelo NaTelinha para comentar as declarações de Aguinaldo Silva, Silvio Cerceau disse que o novelista está mentindo.

"Aguinaldo Silva está faltando com a verdade publicamente. Não existe nenhum processo de quebra de termo de confidencialidade. O processo que existe é um processo que ele abriu maldosamente pra anular o contrato que ele tinha comigo alegando que eu fiz apenas exercício de novela antiga. Ele falta com a verdade, finge desconhecer o processo", bradou.

"Ele é réu sim no processo. Ele é réu na coautoria da sinopse do primeiro capítulo de 'O Sétimo Guardião' e por danos morais. Foi feita uma recovenção [termo jurídico que significa um contra-ataque, uma ação dentro de outra ação], foi aceita e ele figura como réu sim, ele continua faltando com a verdade", garantiu Silvio.

"E ontem [segunda-feira, 29] foi despachado pedido de liminar, que vai ser apreciado pela juíza. Isso comprova que as informações que ele está dando são inverdades. Não existe nenhuma situação que não esteja no processo. Tudo que eu estou falando está lá no processo, as provas, contestações, impugnação, a liminar... Tudo tá lá no processo que não corre em segredo de Justiça", finalizou.

Aguinaldo Silva minimiza polêmica sobre direitos de \"O Sétimo Guardião\": \"não tira meu sono\"

Ainda na entrevista nos Estúdios Globo, Aguinaldo Silva contou que ficou impressionado com a magnitude da cidade cenográfica de "O Sétimo Guardião", construída nos Estúdios Globo, Rio de Janeiro, que possui 18.500 metros quadrados de ruas, casas, prédios e até uma caverna com a fonte da juventude - tema central da novela.

"Ao ver a cidade cenográfica, sinto o peso da responsabilidade, porque a novela não é só o autor, diretor, atores... Uma novela envolve pelo menos 300 pessoas que dependem do que o autor escreve. Quando vi essa cidade e a fonte, eu falei 'meu Deus, não posso decepcionar as pessoas e dar o que elas esperam de mim'. E isso assusta, não pode adoecer.. Tem que serguir em frente", bradou.

E confessou o que mais lhe impressionou na construção: "A fonte, eu esperava uma fontezinha. Nem Hollywood faria uma fonte daquelas".

"O Sétimo Guardião" estreia no dia 12 de novembro, substituindo "Segundo Sol".

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