Polêmica

Silvio de Abreu e Walcyr Carrasco são convocados como testemunhas no caso "O Sétimo Guardião"

Silvio Cerceau entrou com petição no Tribunal de Justiça do Rio convocando oito testemunhas





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Reprodução

Publicado em 22/10/2018 às 14:26:00

Por: Sandro Nascimento

Em busca do reconhecimento como co-autor da sinopse e o primeiro capítulo da novela "O Sétimo Guardião", o roteirista Silvio Cerceau entrou como uma petição no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (22), convocando oito testemunhas para o julgamento do caso.

No documento encaminhado para a 33ª Vara Cível referente ao processo n° 0223541-46.2018.8.19.0001, que segue sem segredo de Justiça, Cerceau convoca o autor Walcyr Carrasco, o diretor de dramaturgia da Globo, Silvio de Abreu e a diretora do setor jurídico da emissora, Isabella Girão "para prestarem esclarecimentos acerca das condições de aquisição pela Rede Globo de Televisão da obra objeto da presente lide, bem como se a aquisição se deu dentro das práticas de mercado".

Além deles, também foram chamados o advogado Sylvio Guerra e quatro ex-alunos que participaram do curso de roteiristas ministrado por Aguinaldo Silva em 2015. São eles: André Luís, Ariela Massotti, Ryllberth Ribeiro e Washington Duque. "Para prestarem esclarecimentos acerca das promessas realizadas pelo autor, bem como de questões ligadas à autoria da obra objeto da presente lide", completa o documento assinado pelo advogado Bruno Cunha Carvalho.

Na última sexta-feira (19), ocorreu um despacho da juíza responsável pelo caso, solicitando que Silvio Cerceau e Aguinaldo Silva apresentassem suas testemunhas e as especificações das provas para o processo que decidirá quem é o autor da sinopse e do primeiro capítulo da novela "O Sétimo Guardião". A trama tem previsão de estreia para o dia 12 de novembro, substituindo "Segundo Sol" na faixa das 21h na Globo. Ainda não foi marcada a data de julgamento do processo.

Procurado pelo NaTelinha, Silvio Cerceau não quis comentar sobre a nova movimentação do caso nos tribunais.

Também consultada, a Globo não se pronunciou até a publicação da matéria. Caso o faça, o texto será atualizado.

Entenda o caso

O escritor Silvio Cerceau é um dos 26 alunos que participaram do curso de roteiristas ministrado por Aguinaldo Silva em 2015, chamado de Masterclass 3. Ele está requerendo nos tribunais ser reconhecido como co-autor de "O Sétimo Guardião". Cerceau alega que a sinopse, o primeiro capítulo da novela e seus personagens foram concebidos durante as aulas.

Por outro lado, a defesa de Aguinaldo Silva se manifestou no processo aberto no final do ano passado, dizendo que "jamais se utilizaria de alunos - que são aprendizes - para dividir tamanha responsabilidade. Primeiro, porque fugiria de suas obrigações contratuais com a Globo; segundo, porque alunos são excipientes e não possuem a experiência e expertise necessárias para tal. Na verdade, prejudicariam o desenvolvimento do raciocínio e da escrita. Não existe qualquer trecho da sinopse desenvolvida ou assinada pelo réu, nem uma mera linha de uma única fala, de um único capítulo".

Carta aberta

No dia 16 de outubro, seis roteiristas vieram à público pela primeira vez em busca de ter seus direitos reconhecidos sobre a sinopse de "O Sétimo Guardião".

Em carta aberta obtida em primeira mão pelo NaTelinha, os roteiristas ex-alunos da Masterclass 3 contam que "durante 15 dias se dedicaram a escrever uma história, com trama principal e tramas secundárias, mais de 50 personagens e o primeiro capítulo da novela a partir de uma ideia original nascida em reunião com todos os alunos do curso presentes".

Os escritores Ariela Massotti, Danilo Castro, Ryllberth Ribeiro, Valtair Barbosa, Washington Duque e Weber Lasaro Oliveira, que assinam o documento, apontam ainda que o experiente novelista havia prometido que todos teriam os direitos reconhecidos e receberiam valores caso a produção fosse produzida por alguma emissora.

A polêmica em torno dos direitos autorais da novela "O Sétimo Guardião" foi trazida a público pelo site NaTelinha no dia 31 de maio de 2017. Com o título "Nova novela de Aguinaldo Silva se vê envolvida em polêmica de direitos", a reportagem exclusiva trazia as primeiras informações sobre o imbróglio.



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