Adriana Araújo abre o "Jornal da Record" emocionada: "Vivemos um dia de angústia"

Reprodução

Publicado em 16/09/2017 às 19:50:30 , atualizado em 16/09/2017 às 19:59:44

Por: Diego Falcão

Adriana Araújo abriu o "Jornal da Record" bastante emocionada ao falar sobre a morte do jornalista Marcelo Rezende.

"Nós vivemos um dia de angústia. Para todos nós, assistir essas imagens de Marcelo é muito triste", disse a jornalista, antes de chamar mais informações ao vivo direto do hospital Moriah.

Marcelo Rezende morreu vítima de um câncer no pâncreas e fígado que foi potencializado por uma pneumonia.

O hospital também emitiu uma nota: "Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do jornalista e apresentador Marcelo Rezende, 65 anos, às 17h45min, no dia 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, em São Paulo".

Rezende revelou que estava com câncer em maio, no programa "Domingo Espetacular".

Marcelo Rezende era natural do Rio de Janeiro e se descobriu no jornalismo de maneira inusitada.

Aos 17 anos, matriculado num curso técnico de mecânica, foi visitar a redação do Jornal dos Sports com um primo que tabalhava lá. No local, se ofereceu para ajudar uma pessoa que datilografava uma relação de clubes. Este era o diretor do jornal, que convidou Marcelo para fazer um estágio, onde ficou até os 19 anos, quando foi dispensado pelo chefe.

Repleto de amizades, conseguiu uma recolocação na Rádio Globo e, em 1972, chegou ao jornal O Globo. A partir disso, só cresceu. Sete anos depois, foi convidado para a revista Placar, da editora Abril, onde permaneceu por oito anos e meio, cobrindo inclusive a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo.

Sua chegada à TV aconteceu em 1987, no departamento de esportes da Globo, cobrindo clubes do Rio e participando de transmissões de partidas.

Mais adiante, foi transferido para a editoria geral e teve seu instinto de repórter investigativo em sua primeira cobertura policial, do assassinato de um dos empresários mais ricos do Rio.

Rezende também participou de coberturas do "Rock in Rio" e do funeral de Ayrton Senna.

Depois, se destacou em reportagens investigativas, como a prisão dos sequestradores do empresário Roberto Medina, a busca ao paradeiro de PC Farias e a corrupção na Confederação Brasileira de Futebol.


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Sua estreia como apresentador aconteceu em 1999, no "Linha Direta", da Globo, onde ficou apenas na primeira temporada do programa, que tinha o objetivo de combater a impunidade ao destacar casos que tivessem transitado e julgados na Justiça, fazendo grande sucesso.

Deixou a Globo em 2002, encerrando uma trajetória de 15 anos na casa, passando por "Globo Esporte", "Fantástico", "Globo Repórter" e "Jornal Nacional" como repórter.

Seguindo como apresentador, foi para a RedeTV! fazer jornalismo policial com o "Repórter Cidadão", de 2002 a 2004. Na sequência, teve sua primeira passagem pela RecordTV no "Cidade Alerta", que foi curta, de 2004 a 2005. Voltou para RedeTV!, onde foi âncora do "RedeTV! News" até 2008.

Em 2010, foi contratado pela Band e criou o "Tribunal na TV", que lembrava o "Linha Direta" pela dramatização dos casos, mas voltado ao ponto de vista do judiciário. No mesmo ano, foi recontratado pela RecordTV!, onde estava desde então.

Nesta sua segunda passagem pela emissora, foi repórter especial do "Domingo Espetacular", comandou o "Repórter Record" e desde 2012 era o titular do "Cidade Alerta", mudando o formato e apostando num tom mais leve, com brincadeiras e bordões, como "Corta pra mim" e "bota exclusivo, minha filha, dá trabalho pra fazer".

Marcelo Rezende deixa cinco filhos, todos de mulheres diferentes.



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