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Sem chance

Luiza Brunet diz que não aceitou ser submissa em casamento: "Não sou de obedecer"

Ex-modelo, depois disso, não se casou na igreja

Luiza Brunet séria de batom vermelho
Luiza Brunet comenta vida dedicada ao ativismo - Foto: Reprodução/Instagram
Redação NT

Publicado em 01/11/2021 às 12:05:50

Luiza Brunet esteve recentemente na Europa e por duas semanas deu palestra na Alemanha, França e Inglaterra para falar sobre violência doméstica e direitos da mulher. Ativista, conta que quando se casou aos 16 anos de idade com o engenheiro Gumercindo Brunet, que na época tinha 28, recusou ser submissa, conforme foi aconselhada pelo padre. "Não sou mulher de obedecer a esse tipo de regra", revelou ao jornal Extra desta segunda-feira (1º).

Depois disso, decidiu que não iria mais se casar na igreja. "Eu era uma menina do subúrbio, com pouco estudo, mas já sabia o que queria. Sempre fui independente, sempre trabalhei, sempre fui provedora. Sempre busquei os direitos que eu entendia serem meus", acrescentou.

Em 2016, a ex-modelo acusou seu ex-marido, o empresário Lírio Parisotto de violência doméstica e passou a dedicar 100% do seu tempo nessa causa. "Minha denúncia teve uma repercussão muito grande, minha voz foi amplificada, desmitificando que mulheres bem-sucedidas ou independentes financeiramente não são agredidas. Todas nós, em algum momento da vida, somos acometidas por algum tipo de violência, seja patrimonial, sexual, verbal, física, psicológica", detalha.

Os problemas enfrentados por Luiza Brunet

Luiza se orgulha de ter sido corajosa de denunciar seu agressor. " Hoje, sou uma ativista importante. Tenho falado para mulheres no Brasil e no mundo inteiro. Eu as escuto e apoio. Uso minhas redes sociais para fortalecê-las, para colocá-las em contato com promotores de Justiça, advogados, médicos, cirurgiões plásticos... Dou o suporte de que elas necessitam da maneira que posso."

Conhecedora de situações constrangedoras de outras mulheres, ela afirma que a violência física é apenas a ponta do iceberg. "O que está na base disso é tão grave quanto. Muitas vezes, eu até sabia que estava sendo vítima de abuso. Mas é muito difícil se livrar, sair disso. Não julguem mulheres nessa situação. Elas ficam presas ao relacionamento por dependência emocional ou financeira, por exemplo."

"O agressor a chama de velha, gorda, diz que ela não vai conseguir ninguém depois dele. É muito constrangimento e medo. Várias retiram a denúncia porque querem dar uma nova chance ao parceiro. Só que a agressão não para", encerra.



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