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Polêmica

Bonfá sobre briga com filho de Renato Russo: "Legião Urbana não é banda de um homem só"

Marcelo se mostrou incomodado com declarações

Marcelo Bonfá, Guilherme Manfredini e Renato Russo
Marcelo Bonfá, Guilherme Manfredini e Renato Russo - Foto: Montagem/Reprodução
Redação NT

Publicado em 26/05/2021 às 17:36:48

Marcelo Bonfá, um dos fundadores do Legião Urbana, fez um desabafo público após as declarações dadas pelo advogado de Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo. Em entrevista, ele afirmou que seria "uma fraude" caso a banda fizesse um show sem a presença de Russo, que faleceu em outubro de 1996.

 "A Legião era formada por Renato, Dado e Marcelo. Sem um deles, a banda não existe mais. Uma banda que não se apresenta com Renato Russo não é a Legião Urbana. Essa é a posição da empresa e do controlador dela. Não se pode dizer: 'Essa é a Legião Urbana' ou que a banda ainda está se apresentando, porque isso seria uma fraude com os fãs... Renato deixou por escrito que, sem ele ou sem qualquer um dos outros dois, a banda não existiria", disse Guilherme Coelho em conversa com a Veja.

Em vista a repercussão, o guitarrista rebateu as declarações, destacando a briga que tem travado com o herdeiro do ex-colega de grupo, informando que nem ele e nem Dado Villa-Lobos voltaram ou pretendem voltar com o projeto. "Mesmo que sejamos os únicos com autoridade e e respaldo para o fazer. Porém fizemos uma tour comemorativa de 30 anos de nosso primeiro álbum intitulado Legião Urbana, tocando na íntegra o nosso repertório deste disco. Disco inclusive que foi usado pela banda em 1987 para registrar o nome no INPI na defensiva de outro oportunista antes de nós. Giuliano quer o resultado financeiro desta tour e de outra tour intitulada 'Dado e Bonfa tocam Dois' e 'Que país é esse', alegando supostamente que estes nomes são dele também. Em todos os dois casos não há alusão nenhuma à um retorno da banda e as “marcas” usadas é como citação indissociável às nossas vidas, pessoas e legados indiscutivelmente construído por nós", escreveu Bonfá no Facebook, ainda acrescentando que a Legião "não é uma banda de um homem só".

"A Legião Urbana antes de mais nada é um grupo musical de músicos e compositores que têm contratos assinados numa gravadora como um grupo musical e o disco intitulado Legião Urbana é direito autoral nosso, já que se refere à composições nossas e tem a nossa imagem estampada na capa, imagem que carrega nossa postura ética ligada ao trabalho do grupo inclusive nas letras criadas sempre na maioria das vezes sobre as bases instrumentais tecidas por nós .A Legião Urbana não é um livro de poesias na estante, não é uma banda de um homem só e todo o seu valor foi construído pelo grupo e que hoje em razão deste valor é pleiteado como 'marca' de forma monopolista pela empresa Legião Urbana produções. Sendo que dela quer se beneficiar de nossa imagem e obra e patrimônio imaterial. As empresas constituídas nunca tiveram outra finalidade a não ser lidar com a situação contábil ligada aos resultados originados pelo trabalho do grupo. Giuliano e seus advogados dizem que Dado e Bonfá induziram ao erro as pessoas que estavam indo a um show da Legião Urbana e se deparam com Dado e Bonfa e banda . O nome da tour é claro: 'Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá TOCAM Legião Urbana'. Basta saber ler e discernir. No entanto o que o houve na verdade é que 400.000 pessoas que nos viram juntos nos palcos, após 20 anos que estávamos separados, evocaram a Legião Urbana", concluiu.

O julgamento vai ser retomado nas próximas semanas pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça), e envolve o uso da marca Legião Urbana, de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos contra a empresa Legião Urbana Produções, comandada pelo filho de Renato Russo.

Família de Renato Russo diz sofrer com decisão do filho em leiloar os pertences do cantor

Em abril de 2018, se tornou público o desconforto da família do cantor com a atitude de Giuliano Manfredini de leiloar todos os objetos que pertenceram ao pai. Na ocasião, uma carta foi enviada e divulgada em primeira mão pelo NaTelinha.

Nela, Carmem Teresa Manfredini, irmã de Renato Russo, relata a angústia com a notícia: "a tristeza é muito grande porque esses objetos, ou seja, todo o seu acervo cultural e artístico, foi guardado com muito esmero e carinho pelo seu pai, Renato Manfredini, minha mãe e por mim desde a sua morte em 1996. Cuidávamos de tudo, absolutamente tudo".

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