Confusão

Após fechar fila para velório de Maradona, polícia entra em confronto com fãs

Houve muita correria em Buenos Aires

 Após fechar fila para velório de Maradona, polícia entra em confronto com fãs
Polícia e fãs de Maradona entraram em confronto - Foto: Montagem

Redação NT

Publicado em 26/11 às 15:13:00

Policiais e admiradores de Maradona (1960-2020) entraram em confronto por volta das 14h desta quinta-feira (26) nas proximidades da Casa Rosada, local onde está ocorrendo o velório do ídolo argentino. A família do ex-jogador quer encerrar a cerimônia até às 16h e os agentes da segurança pública decidiram fechar a fila na Avenida 9 de Julho para que o corpo deixe o espaço sem confusão. Tal atitude causou revolta da multidão que tentava chegar ao local da despedida de Diego.

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Os policiais iniciaram o processo de dispersar os fãs que estavam em uma extensa fila – que atingiu cerca de 25 quarteirões de Buenos Aires – e os torcedores passaram a jogar objetos por não conseguirem ficar próximos da sede do governo. A polícia não se intimidou e fez um cordão de isolamento com escudos, além de usar gás lacrimogêneo. Houve também balas de borracha contra a multidão.

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Com a confusão armada, aconteceu muita correria, principalmente na Avenida de Mayo. Grades foram jogadas no chão, várias pessoas se afastaram da briga e os policiais conseguiram controlar o conflito. Entretanto, houve quem se aproveitou do momento para furar fila.

A previsão é que o velório de Maradona acabe por volta das 16h e o caixão em que está o corpo do ídolo passe pelas ruas de Buenos Aires rumo ao cemitério. A intenção da família é que os fãs do ex-jogador deem o último adeus e possam saudar um dos maiores atletas do mundo.

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Já na porta da Casa Rosada e no palácio do governo argentino, a polícia conseguiu manter a organização após o conflito no início da cerimônia. O jornal Olé relatou que houve confusão no início da abertura dos portões e até entre os fãs de Maradona e policiais, que chegaram a se esconder no local do evento. Uma pessoa teria ficado ferida.

O caixão de Maradona está fechado e coberto por uma bandeira da Argentina e duas camisas: da própria seleção argentina e do Boca Juniors, clube onde era ídolo. O craque batia ponto no estádio La Bombonera para ver o clube de coração.

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A morte de Maradona

No início do mês, Maradona chegou a preocupar os fãs quando foi internado às pressas com sintomas de anemia. Os médicos descobriram uma pequena hemorragia no cérebro e o ex-jogador passou por uma cirurgia para drená-la. Depois de quase 10 dias de internação, recebeu alta em 12 de novembro e estava em casa, no bairro de San Andrés, em Buenos Aires, quando começou a passar mal e sofrer uma parada cardiorrespiratória.

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O jornal Clarín, primeiro a noticiar a morte, lamentou em artigo publicado por Mariano Verrina: "O inevitável aconteceu. É um tapa emocional e nacional. Um golpe que reverbera em todas as latitudes. Um impacto mundial". Famosos também lamentaram a morte do craque.

Revelado pelo Argentinos Juniors, Maradona foi campeão mundial com a Argentina na Copa de 1986 e ficou eternizado pelos gols que marcou pela seleção, incluindo um de mão, que foi apelidado de "a mão de Deus".

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O argentino era tido como um dos maiores jogadores da história do futebol mundial ao lado de Pelé. Ele começou sua carreira no Argentinos Juniors em 1976 e teve 21 anos de carreira como jogador de futebol, com passagens importantes por Boca Juniors, Barcelona, Napoli e Sevilla.



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