Aos 88 anos

Morre criadora do Viva a Noite, programa que deu fama a Gugu

Nelly Raymond foi uma das primeiras pessoas a enxergar o talento de Gugu Liberato

Morre criadora do Viva a Noite, programa que deu fama a Gugu
Nelly Ramond faleceu aos 88 anos - Divulgação

Thiago Forato

Publicado em 19/11/2020 às 13:56:34 ,
atualizado em 19/11/2020 às 15:57:34

Morreu na noite dessa quarta-feira (18) em Buenos Aires, Argentina, a jornalista Nelly Raymond, criadora do Viva a Noite (1982-1992), do SBT. Ela havia sido internada no último final de semana por um quadro de desidratação e que complicou seu estado de saúde por outros problemas que tratava. Depois de 21 horas, não suportou uma insuficiência respiratória e faleceu, aos 88 anos.

A notícia foi confirmada por sua sobrinha, Lucía Ugarte, através do Twitter. "Que descanse em paz. Obrigado por me contagiar com sua força, glamour, por me inspirar. Nunca vou esquecer o Ano Novo que passamos passamos sozinha em seu apartamento brindando com champanhe e rindo da vida", escreveu a jovem.

Nascida em 1932, Nelly teve uma extensa trajetória como jornalista, apresentadora de televisão, locutora, diretora de TV, bailarina e atriz e marcou toda uma geração na Argentina, sendo também figura fundamental na América Latina.

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Nelly Raymond, uma das mulheres mais importantes da América Latina

Para Fernando Morgado, professor de televisão mundial e autor da biografia Silvio Santos - A Trajetória do Mito, Nelly foi uma das maiores mulheres da história da TV da América Latina. "Nos anos 1960, na Argentina, abriu espaço para temas que não eram abordados em programas femininos. Também fez história ao produzir concursos de beleza de grande audiência. Nos anos 1970, a convite de Silvio Santos, veio para o Brasil lançar a versão de um grande sucesso argentino: 'La campana de cristal', que Silvio rebatizou como 'Sinos de Belém'".

Nos anos 80, Nelly foi jurada do Miss Brasil e criou o Viva a Noite, sendo uma das primeiras a enxergar o talento de Gugu Liberato (1959-2019) como apresentador, além de estar envolvida com o primeiro dominical de Celso Portiolli, o Tempo de Alegria (1997-1999). "Nelly é um símbolo da televisão popular latino-americana e uma das primeiras mulheres a ocupar posições de referência no setor", completou Morgado.

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