Luto

"Eu sou mãe": Tati Machado emociona o Brasil ao falar sobre a perda do filho Rael

Apresentadora abriu o coração em entrevista ao Fantástico e transformou a dor em acolhimento: “É uma hora de cada vez”


Tati Machado emocionada  ao falar da perda do filho Rael
Tati Machado emocionada
Por Drika Oliveira

Publicado em 28/07/2025 às 12:41,
atualizado em 28/07/2025 às 12:49

Dizem que quando uma mãe perde um filho, todas as outras perdem também e sentem a mesma dor. E isso é muito real. Todas nós sentimos sim e digo, é triste demais!

Nesse domingo (27), a apresentadora Tati Machado rompeu o silêncio em uma entrevista emocionante ao Fantástico. Ela compartilhou pela primeira vez a perda do filho Rael, que morreu na 33ª semana de gestação, em maio deste ano. O relato tocou milhões de brasileiros e se transformou em um gesto potente de empatia e coragem.

Tati afirmou com firmeza: “Eu sou mãe”. Porque maternidade não se mede por tempo de colo, mas pelo amor que nasce antes mesmo do primeiro choro. Um amor que não se desfaz nem com a partida.

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“Era Dia das Mães. Eu senti que ele parou de se mexer. Fui ao hospital e soube que o coração dele já não batia”, contou, emocionada. O bebê, que estava saudável, teve uma parada cardíaca súbita. Tati e o marido decidiram pelo parto induzido. E foi ali, em meio ao trauma, que o amor também nasceu.

Foi preciso coragem para decidir pela indução do parto. Em meio à tristeza, houve beleza, porque o nascimento de Rael foi também o momento mais intenso de amor que ela e o marido viveram: foi quando o conheceram e se despediram, exatamente às 8h45 do dia 13 de maio. Aqueles minutos foram o único elo que conectou corpo e coração, presença e ausência.

“Conhecemos o rostinho dele. Tivemos nosso momento. E nos despedimos.”

No programa, ela compartilhou também o peso do luto: a sensação de que tudo parou, de que a vida continuou, mas com outra face.

Na entrevista, ela foi sincera: não está pronta para recomeçar. “Não existe recomeço. Existe essa nova vida imposta pela dor. E eu estou tentando, uma hora de cada vez.” A força das palavras de Tati ecoou entre mães que viveram histórias parecidas, mas muitas vezes se calaram por medo, vergonha ou incompreensão.

Ao transformar sua dor em palavra pública, Tati Machado abriu um caminho de acolhimento para milhares de outras mulheres que sofrem caladas. Seu relato escancarou uma realidade que muitos ignoram: a de que filhos que partem cedo demais também existiram. E deixaram amor.

Não existe palavra para nomear a dor de quem perde um filho. Viúvo, órfão, ex... todas essas ausências têm um nome. Mas e quando o amor mais puro da vida vai embora antes mesmo de conhecer o mundo? É uma dor sem uma palavra existente no dicionário, um luto silencioso que muitas mulheres enfrentam na sombra e muitas sem apoio, sem ajuda, sem colo e sem ninguém.

 Porque mesmo quando o colo fica vazio, o coração continua cheio de tudo o que foi sonhado. E isso, ninguém apaga.

Perder um filho que já vive no pensamento e no ventre é olhar para um futuro que não será, enfrentar cada sonho não concretizado como se fosse um pedaço vivo da gente.

“Não é um dia de cada vez. É uma hora de cada vez.”

Essa frase, dita ao lado de quem compartilha a travessia, transforma o tempo em companhia, mesmo que seja o tempo mais pesado da vida.

Ela não está pronta para tentar novamente, e isso também é resiliência. É entender que seguir adiante não é apagar a marca, mas carregá-la com respeito, fé e cuidado consigo. E isso também é coragem.

Tati reafirmou: “eu sou mãe”, e repetiu isso incansáveis vezes por dia, para lembrar que o amor é real e eterno, mesmo na falta  .

Perder um filho é experimentar a vida em duas dimensões: a que ficou no ventre e a que insiste em continuar. O vazio pode até doer, mas o amor permanece inquebrável, mesmo quando o coração parece não aguentar.  Acolher uma mãe que perdeu um filho, que estã em luto, é essencial e precisamos sempre falar sobre isso, compreender, abraçar e cuidar.

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