Dia da Imprensa

A importância da imprensa na era das fake news

No Dia da Imprensa, a maior preocupação dos meios de informação é combater as notícias falsas

A importância da imprensa na era das fake news
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Taty Bruzzi
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Taty Bruzzi

Jornalista com especialização em Jornalismo Cultural, Tatiana Bruzzi atua na área há 19 anos, com ampla experiência na produção, criação, edição e revisão de texto. Nos últimos anos tem focado nas editorias de Mulher, Famosos e Cinema.

Publicado em 01/06/2019 às 08:14:47

Neste 1º de junho comemora-se o Dia da Imprensa e a pergunta que se faz é qual seria a real importância dos profissionais da comunicação? Nunca se falou tanto em Estado Democrático de Direito como agora. Você já se perguntou por quê?

Qualquer país democrático se baseia na liberdade de expressão e em sua grande maioria ela se dá através da imprensa. O trabalho de quem lida com a notícia e tem em suas mãos o domínio da informação é justamente lutar pela liberdade.

Em um mundo globalizado como o nosso, a notícia chega em uma velocidade incalculável e através das diversas mídias. Hoje, é possível saber o que acontece do outro lado do planeta pelo celular, tablet ou qualquer outro aparelho conectado à internet.

Ah, lutamos tanto para entrarmos nesta rede. Agora, a sensação que dá é a de que estamos presos em uma cama de gato. Afinal, como é difícil acompanhar essa enxurrada de notícias que são disseminadas a cada minuto. E é aí que mora o perigo. Até que ponto o que chega nas mãos do leitor é verdade ou fantasia? As chamadas fake news existem há mais tempo do que supomos, mas nunca ganhou tanta força quanto agora.

Segundo o jornal britânico The Telegraphic, as notícias falsas são estimuladas por cinco motivos: intuito de enganar o leitor; tomada acidental de partido que leva a uma mentira; objetivo escondido do público motivado por interesses; propagação acidental de fatos enganosos; intenção de fazer gerar humor.

Isso assusta, claro! Infelizmente, em uma era moderna como a que vivemos é mais fácil acreditar em mensagens de aplicativos ou na fala de uma personagem do que na primeira página de um jornal.

A imprensa livre sempre foi questionada. Especialmente, quando se mostrou contra o sistema e a favor dos interesses da população. Quando age como o “quarto poder” que lhe cabe, sendo os olhos e os ouvidos do povo.

O compromisso dos veículos e profissionais da comunicação é com a sociedade. Agir imparcialmente e com toda transparência, seguindo os códigos de ética e respeitando as leis de cada país, ir a fundo em suas pesquisas e relatar a verdade, doa a quem doer.

Em contrapartida, o ambiente criado pela era cibernética vem afetando negativamente a humanidade. Atualmente, as redes sociais são as principais responsáveis pela propagação de notícias enganosas e reportagens tendenciosas.

Em 2017, durante palestra na Universidade de Navarra, Martin Baron, Editor Executivo do The Washington Post e jornalista retratado no filme “Spotlight” (2016), apontou como um dos problemas atuais a pós-verdade.

“Uma preocupação real com qualquer notícia agora é fazer um trabalho e as pessoas o rejeitarem por não se encaixar no seu próprio ponto de vista preexistente”, disse. Qualquer semelhança na fala do profissional com o cenário atual talvez não seja mera coincidência.

Sendo assim, pressupõe-se que se antes a imprensa tinha que ter uma preocupação imensa com o que publicava e/ou veiculava. Agora, ele precisa levar em consideração a difusão das fake news e, ainda, a pós-verdade, já que ambas podem trazer danos diferenciados.


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