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Água com açúcar, "I Love Paraisópolis" repete fórmula consagrada

A coluna "Enfoque NT" analisa a novela novela das sete

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Bruna Marquezine e Tatá Werneck em cena - Divulgação
Thiago Forato

Publicado em 11/05/2015 às 21:21:21

Estreou nesta segunda (11) na Globo, a nova novela das 19h intitulada de “I Love Paraisópolis”, escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira.
 
O que se viu foi a tentativa de não sair daquilo que o telespectador passou a ter desde a estreia de “Alto Astral”. Uma história leve, com pontos cômicos a serem explorados e uma história de amor convencional.
 
Carioca, Bruna Marquezine (Marizete) se esforçou para ter um sotaque paulistano, mas ficou carregado demais. Já Caio Castro, interpretando o chefe da comunidade Grego, chamou atenção por sua maneira de falar, que por vezes beirava um personagem de programa humorístico. 
 
 
Moça pobre e rapaz rico
 
História batida e contada inúmeras vezes em todos os cantos do planeta, “I Love Paraisópolis” traz à tona os encontros e desencontros dos protagonistas Mari e Benjamin (Maurício Destri), que vivem em mundos completamente diferentes, mas ao mesmo tempo, tão próximos. Benjamin já tem namorada, Margot (Maria Casadevall), uma moça que venceu na vida por ser uma arquiteta bem-sucedida, vinda de berço humilde, mas nem por isso deixa de ser sofisticada e elegante, além de bonita, é claro.
 
Coube à Letícia Spiller viver Soraya, a mãe de Benja, que promete uma série de conflitos interessantes se bem explorado, visto que o rapaz sente que foi jogado para escanteio durante boa parte da vida, já que sua progenitora optou por abrir mão de sua criação. Uma mulher rica, fútil, vazia, mas que se mostrou, hoje em dia, apaixonado por Benjamin. E ela ainda tem outros dois filhos. 
 
O retorno de Valdirene
 
É inegável não comparar o novo papel de Tatá Werneck, Danda, ao seu último personagem, Valdirene, de “Amor à Vida” (2013). Ela é quem fez o contraponto do drama colocando uma pitada de humor no primeiro capítulo, e provavelmente continuará fazendo.
 
Tatá, aliás, não está sozinha. Alexandre Borges, mais uma vez, se mostrou pronto pra fazer o público rir com Jurandir. Completo 171, mas apaixonado pelas filhas, mulher e lar, ele promete ser um importante desafogo e ganhar brilho próprio e ser um dos pontos altos de “I Love Paraisópolis”.
 
Projeção
 
 
“I Love Paraisópolis” é um folhetim tradicional. Pobres, ricos, mocinhos e vilões bem definidos, como é o caso de Gabo (Henri Castelli), que não tem qualquer limite ou escrúpulos. 
 
O quadro agora está mais favorável. Afinal, “Alto Astral” juntou os cacos deixados pelas antecessoras entregando uma boa história. Resta a “I Love Paraisópolis” seguir o fluxo, sem a intenção de inventar a roda ou querer inovar, porque como já ficou provado, não é o que o público quer ver.
 
Audiência
 
O primeiro capítulo de "I Love Paraisópolis" cravou 28 pontos de média e superou suas antecessoras no horário.
 
"Alto Astral" começou com 25 pontos e "Geração Brasil" teve 24 em sua estreia.
 
A pontuação é prévia e pode sofrer alterações no consolidado. Cada ponto equivale a 198 mil telespectadores na Grande São Paulo.
 

Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há dez anos e assina a coluna Enfoque NT há quatro, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele: thiagoforato@natelinha.com.br  |  Twitter e Instagram: @tforatto
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