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Vale absolutamente tudo para aparecer? Não

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Reprodução
Redação NT

Publicado em 17/01/2015 às 17:54:15

Antes de começar este texto, preciso dizer: nada tenho contra sub-celebridades, muito pelo contrário.

Eu sou defensor de que, para você ser conhecido no mercado e ter reconhecimento do público, você tem que ter algum talento. E pode ser qualquer um, do mais belo - uma voz, atuação, etc -, até o mais inusitado, como ser apenas bonito e ter um belo corpo. Convenhamos, aqui no Brasil, você ter um corpo legal é um "talento", pelo menos pro mercado. Se é certo ou não, se é alienativo ou não, isso é outra conversa.

Porém, alguns exageros precisam ser controlados. Não sou do time que acha que tudo pode virar notícia, que qualquer coisa vira manchete. Um símbolo deste vale-tudo para aparecer é Andressa Urach. Ela aplicou hidrogel nas pernas para buscar ficar cada vez mais perfeita, e acabou internada, tendo uma infecção e lutando pela vida.

Agora, vem a notícia de que ela teria vendido as suas fotos chocantes, com a perna cheia de buracos, por cerca de 5 mil reais para agências de notícias internacionais. E pelo ritmo, esta informação é real.

Confesso que fiquei embasbacado quando li a informação, porque isto é ultrapassar o limite do que acredito ser aceitável do "vale-tudo para aparecer". Urach conseguiu transformar toda a torcida para a sua recuperação, em decepção. Logicamente, quero que ela saia dessa, mas esse fato confirma um pensamento que tenho: essa obsessão por aparecer, ficar na mídia, ser assunto, não é normal.

Li entrevistas de seu assessor de imprensa, Cacau Oliver, dizendo que "a fama é uma droga". De fato, é. E Urach é viciada nesta droga, absolutamente dependente. E como toda dependência, a modelo acaba fazendo coisas absurdas para não deixar de ser assunto.

É como um drogado, que rouba para obter o prazer. Com Urach é assim: faz coisas para ser assunto e obter o prazer do sucesso, mesmo que por pouco tempo.

Este tipo de fama não é legal. Não vale a pena fazer tudo isso para aparecer, ainda mais dessa forma. Mas essa discussão é longa. Muito longa.
 

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. No NaTelinha, além da coluna “Antenado”, assinada todos os sábados, é responsável pelo “Documento NT” e outras reportagens. Converse com ele. E-mail: gabriel@natelinha.com.br / Twitter: @bielvaquer

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