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A importância de Marcelo Rezende para a Record

Confira análise da coluna "Enfoque NT"

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Divulgação/TV Record
Thiago Forato

Publicado em 11/06/2014 às 21:06:22

Não é segredo para ninguém que de dois anos para cá, quando Marcelo Rezende reassumiu o "Cidade Alerta", o jornalístico deu certo. Esse é um assunto batido e tratado a exaustão por todos os veículos.

Enfim, a forma com que Rezende conduz o "Cidade Alerta" ganhou notoriedade e hoje é uma das figuras mais imitadas. Sua participação na programação "útil" da Record (7h às 0h) chega a quase 25% e isso é determinante para o sucesso ou não de toda a grade. É o carro-chefe.

De alguma forma, Marcelo Rezende conseguiu agregar a família à frente do televisor. E abordando assuntos pesados. Outro fator impressionante é a quantidade de crianças que o imitam e assistem ao "Cidade Alerta", já que os temas tratados normalmente afasta esse tipo de público.

Um fenômeno da comunicação. Dar praticamente dois digítos todos os dias há dois anos, em um programa policial com mais de três horas de duração, não é para qualquer um.

Não por acaso, a Record já tratou de renovar seu vínculo até 2020. É melhor não correr riscos, embora eu acredite que este tipo de atração tem prazo de validade e não vá durar todo esse tempo. Seria demais. De qualquer forma, está durando muito mais que até os mais otimistas imaginavam.

José Luiz Datena está aí há anos no mesmo horário, fazendo a mesma coisa. Mas, sua forma mais contestadora e carrancuda de tratar os temas acabam por afastar crianças e unir a família, o que também é bastante natural. Normal. Criou seu público, o fidelizou e embora queira sair disso há 10 anos, não consegue, pois encontrar um substituto é uma tarefa árdua.

Tanto Datena quanto Rezende tem audiência por si só. Se fossem trocados por outros apresentadores, a audiência corresponderia negativamente.

Agora, esse tipo de programa também sempre foi muito criticado por parte da imprensa, por ser sanguinolento ou sensacionalista, mas as coisas não podem ser encaradas dessa forma. É claro que tudo tem limite, e televisão, por ser concessão pública, tem que ter responsabilidade.

Mas, programas policiais como conhecemos, nada mais é que o reflexo da sociedade em que vivemos. Em quase toda a Europa, programas similares não existem, simplesmente porque não há razão nenhuma para que exista.

E se tem audiência, é porque tem gente vendo. E se tem gente vendo, vai continuar existindo emissoras que produzam conteúdos assim. Muitos podem torcer o nariz, mas é o que o telespectador quer ver, e gosta de ver. E ambos (Rezende e Datena) sabem fazer.


Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br - Twitter: @Forato_
 

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