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O Observador: Aonde a Record chegará com o caminho escolhido?

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Divulgação
Redação NT

Publicado em 09/05/2013 às 14:37:56

A Record tentou esconder até onde pôde, mas a notícia de que cerca de 200 funcionários foram demitidos de sua sede no Rio de Janeiro na última semana, foi o que faltava para tornar público o fato de que a emissora certamente está passando pela maior crise de sua história recente.

De acordo com informações apuradas pelo jornal “Folha de S. Paulo”, um prejuízo de R$ 80 milhões em 2012 pode fazer o canal tomar uma drástica decisão: terceirizar boa parte de sua programação – novelas, programas de auditório, reality-shows e até mesmo jornalísticos – e colocá-la nas mãos de produtoras independentes, que somente venderiam o produto finalizado para a Record levar ao ar.

A emissora nunca assumiu publicamente a crise ou até mesmo os rombos financeiros ano a ano. Isso é até justificável e compreensivo. O problema se dá quando quem comanda o canal não assume para si mesmo que a situação é insustentável e a solução não chegará com a ajuda divina.

As atitudes tomadas pela Record, principalmente nos últimos dois anos, mostravam que os administradores faziam de conta para si próprios que estava tudo bem, que tudo não passava de problemas rotineiros e que a qualquer hora apareceria finalmente, enviada pelos céus, a solução para todos os problemas.

Investimentos milionários não trouxeram resultados e ninguém percebeu com isso que a solução não é propriamente investir, mas como investir. Ou até quem investe.

Agora, a Record vai tomando um caminho perigoso. Com empresas independentes produzindo seus programas, a emissora não terá gastos, mas se a qualidade de produção não se mantiver intacta, os ganhos também serão menores, porque o mercado publicitário pode não corresponder.

Por outro lado, a atitude pode dar certo e servir de modelo para outras emissoras, como a própria Globo, por exemplo. É uma faca de dois gumes.

Como disse Albert Einstein, “a criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura” e “é na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias”.

Depois de alegadamente desistir do caminho da liderança, aonde será que a Record chegará com esse novo caminho?

 

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