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Novos passos

Rogério Gomes, o Papinha, deixará Globo após estreia de Pantanal

O diretor esteve na emissora por 42 anos


Rogério Gomes de camisa escura, sorrindo para foto, em fundo azul
Rogério Gomes deixou a primeira fase de Pantanal gravada - Renato Rocha Miranda/TV Globo
Por Redação NT

Publicado em 18/03/2022 às 15:06:00,
atualizado em 18/03/2022 às 15:36:56

Após 42 anos na Globo, onde atuou de operador de TV a diretor artístico, Rogério Gomes se despede dos Estúdios em maio. Responsável pela implantação e desenvolvimento artístico de Pantanal, ele deixa a primeira fase toda gravada e passa o bastão para Gustavo Fernandez, que segue no comando das gravações da novela. Em comum acordo, a decisão foi discutida ao longo dos últimos meses e partiu de um desejo do diretor de investir em projetos pessoais e tirar um período sabático.

"Papinha deixa sua marca na história da dramaturgia. Ao meu grande companheiro em inúmeras batalhas e muitas vitórias, desejo o melhor nesta nova etapa da sua vida. E Pantanal continua em boas mãos. Gustavo Fernandez é um dos nossos mais talentosos diretores artísticos e já está trabalhando na novela ao lado de todo o time de direção da obra", conta Ricardo Waddington, diretor de Entretenimento da Globo, em comunicado enviado à imprensa.

Conhecido carinhosamente como Papinha, Rogério Gomes foi criado nos corredores da televisão, acompanhando o pai, o locutor Hilton Gomes, nos estúdios da TV Tupi. Iniciou a carreira como operador de VT da primeira versão do Sítio do Pica-Pau Amarelo, na Globo, e depois passou a editor de imagens. Antes de começar a trabalhar com dramaturgia, Rogério editou e dirigiu diversos clipes exibidos no Fantástico, algumas edições do Hollywood Rock e também o primeiro Rock in Rio.

A primeira novela que assinou como editor foi Sexo dos Anjos (1989-1990). Depois dela, editou ainda Juba e Lula (1989), Rainha da Sucata (1990), entre outras obras. O passo seguinte foi dirigir a minissérie O Sorriso do Lagarto (1991), adaptada do romance de João Ubaldo Ribeiro, e, logo depois, a novela Deus nos Acuda (1992-1993), de Silvio de Abreu. Vira-Lata (1996), de Carlos Lombardi, foi a primeira novela que assinou como diretor-geral, ao lado de Jorge Fernando (1955-2019).

Rogério Gomes ganhou Emmy em trajetória de sucesso

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Rogério Gomes e Walcyr Carrasco na coletiva de Morde e Assopra (2011) - Bob Paulino/TV Globo

"Só tenho gratidão por tudo que vivi na Globo. Foi onde tive os meus melhores mestres, onde fiz os meus melhores amigos e realizei meus melhores trabalhos. Minha decisão é de vida: cheguei na Globo com 18 anos e saio aos 60. Foram 42 anos de muitas conquistas. Entrei carregando fita e saio com o nosso Emmy! É um ciclo que se fecha para que novos caminhos se abram. Só tenho amor e gratidão", revela Rogério Gomes.

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