Silvio Almeida

Roda Viva sobre racismo entra para top 10 de audiências e bate Lobão na internet

Professor Silvio Almeida responsabilizou TVs pela disseminação do preconceito; confira

 Roda Viva sobre racismo entra para top 10 de audiências e bate Lobão na internet
O professor e jurista Silvio Almeida durante entrevista no programa Roda Viva

Paulo Pacheco

Publicado em 23/06/2020 às 20:56:36

O Roda Viva com o professor e jurista Silvio Almeida, autor do livro "Racismo Estrutural", entrou para o top 10 de audiências do programa em 2020. O programa, transmitido pela Cultura na última segunda-feira (22), também gerou engajamento na internet.

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Na TV, o Roda Viva com Silvio Almeida registrou 1,1 ponto na Grande São Paulo, superando as audiências do ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o médico Drauzio Varella e o ex-ministro Gustavo Bebianno (duas semanas antes de sua morte).

O líder do ranking é o biólogo e pesquisador Atila Iamarino. A entrevista sobre coronavírus, transmitida em 30 de março, registrou 1,8 ponto, segundo dados consolidados do Kantar Ibope. Cada ponto equivale a 74.987 domicílios (ou 203.309 pessoas). 

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Nas redes sociais, três citações ao Roda Viva figuraram entre os assuntos mais comentados do Twitter durante a transmissão do programa. A íntegra também foi publicada no YouTube, e em menos de 24 horas ultrapassou 300 mil visualizações, superando Lobão (230 mil) e os governadores Wilson Witzel, do Rio de Janeiro (88 mil), e Camilo Santana, do Ceará (151 mil).

Durante o Roda Viva, Silvio Almeida explicou sobre o racismo sistêmico que impede a ascensão de negros na sociedade e responsabilizou as emissoras de TV pela disseminação do preconceito racial.

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"Os meios de comunicação são absolutamente coniventes com a construção do imaginário social do negro nesse lugar subalterno. Não existiria possibilidade de ter racismo estrutural se não houvesse reprodução nos meios de comunicação de estereótipos sobre pessoas negras, se não houvessem programas de televisão que toda hora naturalizam o assassinato, a morte, a condição do negro como bandido", afirmou o professor e jurista.

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