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Pantanal: Caco Ciocler fala sobre retorno "relâmpago" de Gustavo e admite que queria ficar até o fim

O personagem voltará de viagem, mas está com o tempo contado na novela das nove


Caco Ciocler de camisa florida, com barba e sorriso tímido posando para foto
Caco Ciocler se prepara para se despedir de vez de Pantanal - Edu Rodrigues/Divulgação
Por Jéssica Alexandrino

Publicado em 23/06/2022 às 04:00:00,
atualizado em 23/06/2022 às 07:59:36

A volta de Gustavo (Caco Ciocler) para o Rio de Janeiro está marcada para ir ao ar no capítulo de sexta-feira (24) em Pantanal. Em entrevista ao NaTelinha, o ator conta o que achou da solução encontrada para tirar o personagem da trama após a morte de Madeleine (Karine Teles) e confessa que ficou com um gostinho de quero mais. "É óbvio que dá vontade de falar 'poxa, por que ele não mudou a história do Gustavo, não ficou até o fim da trama?'. Eu queria estar junto dessa galera que eu amo, desse sucesso, desse momento, queria estar junto a novela inteira", admite.

No entanto, Caco deixa claro que sabe que o papel do terapeuta comportamental na novela era ser uma das pontas de um triângulo amoroso formado pela influenciadora digital e por José Leôncio (Marcos Palmeira). Na opinião do intérprete, para manter Madeleine viva, Bruno Luperi teria que mudar a história toda e, com o acidente que vitimou a loira, Gustavo não tem mais uma função dramática no folhetim. "Ele volta, mas ele fica muito pouco. Ele fica o tempo suficiente, e é muito rápido, pra ele perceber que ele é mais feliz fora da novela do que dentro [risos]. Ele sai de viagem com a Nayara, volta e eles não conseguem se adaptar de novo. Falam 'a gente era mais feliz onde a gente tava'", adianta ele, sobre o retorno do personagem.

"É bonita a solução que ele [o autor] achou porque a Nayara é tão improvável, eles se completam em algum lugar. Ela traz uma alegria que ele sempre quis no amor. Não acho que sejam apaixonados, mas ela traz um quentinho, um gostosinho, uma diversão, uma parceria leve. E ele traz pra ela uma maturidade que faz muito bem a ela. Só que eles vão ser felizes fora da trama", explica, citando a ex de Jove (Jesuíta Barbosa), vivida por Victoria Rossetti.

Ciocler conta que receber o convite para Pantanal foi uma honra e um desafio. Quando ligou para fazer a proposta, Bruno Luperi pontuou a dificuldade que a versão original teve de segurar o núcleo do Rio porque a cidade maravilhosa já era conhecida do olhar dos telespectadores, que se encantaram com as belezas do Pantanal e com a linguagem apresentada por Jayme Monjardim e Benedito Ruy Barbosa.

"E aí ele, nessa versão, falou 'cara, o grande desafio pra mim é tentar equalizar esses dois núcleos'. Foi um convite honroso nesse sentido, mas ao mesmo tempo um desafio. É uma questão mais complexa. De fato, o Rio de Janeiro tem uma pegada mais conhecida do público, não inaugura uma coisa nova, que é algo que essa segunda versão conseguiu também no Pantanal. Ao mesmo tempo que eu sabia que ele estava me chamando pra ajudá-lo a resolver um problema, eu fiquei honroso por ele estar confiando na gente pra uma tarefa que todos nós sabíamos que era difícil."

Após Pantanal, Caco Ciocler vai cantar e dançar no cinema

Pantanal: Caco Ciocler fala sobre retorno \"relâmpago\" de Gustavo e admite que queria ficar até o fim
Caco Ciocler e Sidney Magal nos bastidores de Meu Sangue Ferve Por Você - Reprodução/Instagram

Para Caco Ciocler, produzir um remake de Pantanal foi uma aposta ousada e certeira da Globo. "Não é só 'vamos pegar um sucesso do passado e reapresentar esse sucesso pra essa geração'. Acho que é uma aposta corajosa no momento que a gente vive, de tanta velocidade, dessa demanda por ritmo, sem pausa... Apostar em um sucesso que mexa exatamente com isso, que dê uma acalmada, que bote o pé no freio, que fale 'calma, a vida não é essa correria, olha pra essa paisagem, olha pra natureza, olha a profundidade desses personagens, precisa de tempo pra construir profundidade'", observa ele.

"Ao mesmo tempo, é inteligente porque a pausa e a natureza viraram novidade outra vez. Fiquei muito feliz que funcionou porque poderia não ter funcionado. Funcionou tão bem quanto na outra época, o que é um bom sinal, ainda bem que as pessoas gostam de um outro tempo possível pra se viver, se relacionar. Fico feliz que ela esteja tendo êxito. Ela reapresenta, pra uma geração nova muito ansiosa, muito corrida, muito frenética, uma outra existência de olhar. Que bom que funcionou, isso me deixa muito feliz", comemora.

O ator, que já cumpriu sua missão em Pantanal, começa a filmar um novo longa na próxima semana e, em agosto, volta às gravações de Unidade Básica, série da Universal TV, que já vai para a terceira temporada. Além dos projetos que estão em andamento, Caco está na expectativa para a chegada de Meu Sangue Ferve Por Você aos cinemas. No filme sobre a trajetória de Sidney Magal, ele interpreta Jean Pierre, primeiro empresário do artista.

"Uma das coisas mais divertidas que eu já fiz na minha vida. Primeiro porque ele era um argentino que achava que falava português. Segundo porque eu tenho um número musical. O filme para pra eu fazer um número, eu canto e danço. Eu nunca imaginei que isso aconteceria comigo, ainda mais aos 50. Fazer um musical com um número meu foi muito divertido", vibra Ciocler.


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