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Bruno Fagundes fala de Cara e Coragem e rejeita comparações com o pai: "Estar pronto é tudo"

Nos últimos anos, o ator transitou entre cinema, teatro e streaming


Bruno Fagundes de camiseta branca posando para foto com expressão séria
Bruno Fagundes viverá Renan na trama de Claudia Souto - Reprodução/Instagram
Por Jéssica Alexandrino

Publicado em 11/04/2022 às 07:20:49

Após sete anos, Bruno Fagundes voltará à Globo em Cara e Coragem, próxima novela das sete, vivendo um personagem que parece que era pra ser dele. Renan será coreógrafo de dança aérea, mas as atividades circenses já eram um hobby do ator muito antes desse trabalho. Segundo ele, foi uma grande coincidência. "A equipe que me escalou nem sabia que eu tinha paixão por circo quando fiz meu teste. Mas veio a calhar, né? Comemorei muito quando fui aprovado. O estar pronto é tudo. Tive sorte de chegar até mim um personagem que precisava exatamente de tudo aquilo que eu tenho para oferecer e, até onde eu sei, vou fazer todas as cenas mais malucas do meu personagem sem dublê", comemora, em entrevista ao NaTelinha.

Na trama de Claudia Souto, que tem estreia prevista para 30 de maio, Renan é namorado e instrutor de Lou (Vitória Bohn) e coreógrafo residente da Companhia de Dança de Olívia (Paula Braun). Cuidadoso com spoilers, Bruno adianta que o rapaz cruzará a linha entre mentor exigente, carrasco e amante.

"Isso vai confundir muito as coisas e elevar a tensão desse casal. Vai ser muito incrível. Não vejo a hora de compartilhar esse personagem com vocês. É o personagem mais desafiador da minha carreira", vibra, brincando que espera que os telespectadores não se identifiquem com ele. "Pretendo gerar sensações conflitantes no público. Esse é meu maior desafio e vontade: criar camadas que possam fazer o público odiar amá-lo. Complexo, né? Aguardem", pede.

A última novela de Bruno foi Meu Pedacinho de Chão (2014) e o ator garante que, apesar de estrategista, essa distância da Globo não foi planejada. "As coisas foram simplesmente acontecendo. Terminei minha novela, fiz turnê internacional com TRIBOS [peça que estava em cartaz], um ano depois assinei com a Netflix e fiquei lá até 2021, nesse último trabalho que gravei", explica, se referindo à série Só Se For Por Amor, que deve chegar ao catálogo da plataforma ainda este ano.

"Não dá para estar em dois lugares ao mesmo tempo. Simples assim. Sempre me esforcei para fazer uma carreira independente de qualquer emissora ou player de streaming, com bastante garra e muito orgulho, e assim foi. Nesse intervalo, fiz três peças, dois musicais, três filmes, três temporadas de 3% e mais duas séries e outros trabalhos menores. Nesse momento, sinto que a novela é a melhor oportunidade de trabalho para mim", aposta, dizendo que as duas produções que estão para estrear são bem diferentes.

"Isso está me entusiasmando muito porque são opostos. Faço o Rafael na série, um produtor musical que se envolve com uma banda estrelada pela Lucy Alves. Vou ter a oportunidade de mostrar dois trabalhos distintos, simultaneamente, porque a novela vai ficar bastante tempo no ar. Me atentei muito para não me repetir nas duas criações. Ansioso demais para essa dose dupla de Bruno na tela", comemora, falando ainda que é enriquecedor transitar por todas as possibilidades que um ator tem.

"Nosso trabalho é cumulativo. Para um ator existir, ele precisa de vida vivida. Isso é um fato. Eu fiz de tudo nesse período. Não aceito desistências e vivo pelo meu crescimento. Fiz trabalhos totalmente diferentes uns dos outros. Drama, Comédia, obras históricas, obras infanto-juvenis, de ficção científica, thriller, musicais, sempre me desafiando ao extremo, deixando meus limites cada vez mais elásticos. Meu sonho é um dia ser reconhecido como um ator extremamente plural. Eu construo minha carreira com esse norte".

Bruno Fagundes

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Aos 32 anos, Bruno Fagundes diz que não ouve comparações entre ele e o pai, Antônio Fagundes, há muito tempo. Ele destaca que são dois atores diferentes e lembra que provou isso em 2012, com a peça Vermelho, em que chamou o pai para o "ringue". "Demos esse passo juntos, foi uma confirmação empírica. Quem assistiu nosso primeiro trabalho lado a lado presenciou ali, ao vivo, dois atores em construção, cada um com sua dor, história, recursos, aprendizados, erros e potências. A partir daquele momento - fizemos mais quatro trabalhos juntos - ninguém mais nos comparou, porque é impossível", ressalta.

Para Bruno, existe uma certa recusa em dissociar os dois e é isso o que pesa. "Isso diminui minhas conquistas e esforço. Se eu erro ou acerto, ele é mencionado, como se existisse alguma responsabilidade dele nisso quando, na verdade, a conta é absolutamente minha. Isso, ao mesmo tempo que me diminui, gera algo como uma projeção em cima de mim. Que vou cumprir determinada expectativa de sei lá quem, por sei lá qual motivo. E me dedico a romper essa estrutura sempre. Fiz o caminho oposto do que me foi esperado a vida toda e tenho orgulho disso", completa, contando ainda que seu sonho é construir uma carreira internacional.

"Me inspiro muito nos atores que conseguiram fazer o chamado crossover, como Wagner Moura, Rodrigo Santoro, meu grande amigo Marco Pigossi e agora nossa fadinha Marquezine. Me traz felicidade saber que eles estão pavimentando o caminho para que outros possam fazer o mesmo. Estou torcendo muito pela Bruna nesse novo trabalho", finaliza.

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