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Polêmica

Associação mostra preocupação com demissões em massa na TV Assembleia de SP

Deputado quer quebrar contrato de licitação

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Divulgação
Redação NT

Publicado em 27/11/2017 às 12:28:11

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) encaminhou ofício ao presidente da Assembleia de São Paulo mostrando preocupação com a iminente demissão em massa dos 80 jornalistas da TV Assembleia.

O canal paulista é administrado pela fundação Fundac, que ganhou licitação há quatro anos cujo contrato iria até o fim de 2018 e pode ser quebrado pelo deputado tucano Cauê Macris.

O político, correligionário de Geraldo Alckmin, quer fazer uma nova licitação de qualquer jeito, mesmo não havendo nada de ilícito no acerto anterior.

Em ofício, o presidente da ABI, Domingos Meirelles, diz que “a diretoria da ABI não pode deixar de manifestar a Vossa Excelência profunda preocupação com o noticiário da imprensa sobre a possibilidade de desligamento de 80 funcionários vinculados à TV Assembleia. Somos os primeiros a reconhecer a relevância dos serviços que prestam à própria Instituição e à população do Estado. O rompimento do contrato com a produtora à qual estão subordinados, deixaria expressivo contingente de profissionais desempregados às vésperas do Natal”.

Em outra trecho, a entidade diz: “Demissões em massa de técnicos e jornalistas, na delicada quadra política em que vivemos, certamente produzirão manifestações que afetarão a imagem da ALESP”. E completa: “Gostaríamos ainda de alertar Vossa Excelência de que a suposta alegação de uma nova licitação, com redução de valores, permitirá o aproveitamento dos atuais funcionários não encontra amparo na realidade. Um novo contrato fatalmente achatará os atuais salários. A lei não permite que sejam admitidos por outra empresa para executarem as mesmas funções com remuneração inferior”.

As declarações da ABI desmentem as alegações da diretoria de comunicação da Assembleia, que diz querer preservar o emprego dos jornalistas obrigando a nova vencedora da licitação a empregar os jornalistas que lá trabalham agora.

O caso já chegou aos ouvidos do governador Geraldo Alckmin que deseja ser candidato à presidência da República em 2018.