Fábio Porchat minimiza Ibope e diz: "Estão começando a entender que meu programa existe"

Apresentador ainda fala sobre uma de suas paixões: viagens

Foto: Edu Moraes/ Record TV

Publicado em 14/11/2017 às 07:00:00 , atualizado em 14/11/2017 às 09:08:37

Por: Thiago Forato

Apresentando um talk-show com seu nome desde agosto do ano passado, Fábio Porchat tem brilhado nos finais de noite da Record TV.

Num horário que a emissora não tinha programas competitivos, Porchat surgiu como opção e vem brigando pela vice-liderança. No entanto, admite: "Estão começando a entender que meu programa existe".

Questionado se já havia pensado anteriormente em comandar uma atração do gênero, ele conta: "Ficava meio com um pé atrás. A Record quando me propôs, foi no momento certo".

Em entrevista ao NaTelinha, concedida nos estúdios da Record TV no último dia 6, Fábio Porchat também fala sobre sua grande paixão: viagens. "Mais uns 100 países faltam conhecer", vislumbra.

Porchat também comentou o atual momento do humor na TV e analisa a crescente do segmento na TV, principalmente desde 2012, e também revela o desejo de fazer um programa nesse sentido.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha - Você está fazendo seu programa há um ano aqui na Record TV. Era como você esperava?

Fábio Porchat - Dá mais trabalho que imaginei por ser diário, não é semanal. Cada dia é enxugar gelo mesmo. Terminou, mas tem o de amanhã. É isso, dá muito trabalho.

Tem que estar muito informado do que está acontecendo ao seu redor. Eu tô sempre na redação, inteirado com o pessoal. Sempre gostei muito do gênero.

Assistia o Jô Soares era o único que a gente tinha, assistia o David Latterman, Jimmy Fallon, é um gênero que assisto e consumo muito.

Aqui no Brasil tinha vontade de fazer um talk-show mas ficava meio com um pé atrás, será que era hora de fazer, será que não era? E acho que a Record quando me propôs, foi no momento certo.

NaTelinha - Você buscou se inspirar em alguém, um mix de todos eles?

Fábio Porchat - Assisto tudo, então não tem assim, ahhh, me inspiro... Eu gosto de todos, não tem muito de se inspirar, porque tem que ser você mesmo. Fui lá pra Los Angeles, conversei com o pessoal da Ellen, todos falaram: seja você mesmo.

As pessoas tão tomando conhecimento do programa agora. Ele é muito divertido, eu me divirto muito fazendo. É um lugar que eu tento ser o mais verdadeiro possível, trago minha mãe pra fazer quadro comigo, trago minha mulher

Fabio Porchat

Aqui conversei com a Marília Gabriela, com Luciano Huck, com o Jô: não tente imitar nada, faça aquilo que você quer, aquilo que você gosta.

NaTelinha - Você tá num horário muito competitivo, brigando pelo segundo lugar, mas não é sempre que você consegue...

Fábio Porchat -  Bastante. Tô num horário mais competitivo ainda, porque ainda pego Ratinho, "A Praça é Nossa". O meu talk-show é o que começa mais cedo todos. Eu pego mais emissoras, então nesse sentido de luta de Ibope é mais porrada. Mas se está na TV aberta, não tem essa. Todo horário tem uma dificuldade, mas acho que minha preocupação é menos com o Ibope e mais com o conteúdo.

A loucura pelo Ibope que inclusive tomou conta da imprensa e mídia. As notícias saem assim: um deu tanto e outro deu tanto. Mas o que falavam? Foi bem apresentado? Acho que essas análises são mais ricas pra gente entender, porque o que adianta? Deu 25 pontos de Ibope, mas era mulher pelada pulando no pula-pula. O outro deu 5, mas era um debate com o Ministro do STF...

Mas é claro que é mais fácil analisar números, mas precisa assistir o programa pra dizer o conteúdo dele. Não lembro do ano passado a imprensa falar tanto disso, o público falar tanto disso.

Vejo as pessoas comentando...

NaTelinha - Te incomoda?

Fábio Porchat - Não. Nem um pouco. É isso que tô dizendo, pra mim tanto faz o Ibope, pra mim que o importa é o conteúdo. Tá legal o conteúdo? Tá bom? O Ibope é muito variável.

Tem programa bom que vai mal, tem programa ruim que vai mal. Se chover em São Paulo a audiência aumenta... É muita variável. Ah, o outro programa na outra emissora deu 20, mas recebeu com 40, então não é bom.


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Recebi com 10, fiz média de 3, é uma merda. É uma variável tão grande que simplesmente falar quanto deu de Ibope não significa muita coisa.

Ao não ser que você esteja dando 1 e os outros 20 de Ibope, aí alguma coisa tá acontecendo. Mas de um modo geral, a preocupação é mais com a qualidade do programa.

NaTelinha - Você passa quatro vezes por semana, de segunda a quinta-feira. Qual o mais difícil de enfrentar nesse sentido?

Fábio Porchat - Mais uma vez, estamos nos preocupando com o Ibope. Eu já ganhei do Bial, do Danilo, que era ex-Fazenda com o Dinei bebendo. Mas terça-feira é o dia mais competitivo, que a Band tem o "MasterChef", significa que tem quatro emissoras lutando, brigando. Quatro lugares para as pessoas estarem. Mais alternativas fortes em outras emissoras.

NaTelinha - Você tá rodando o país com a peça "Meu Passado Me Condena", que fez sucesso no cinema, série e agora no teatro. Qual a principal diferença e semelhanças entre essas plataformas na linguagem?

Fábio Porchat - São três plataformas diferentes, cada um foi escrito para ser de uma plataforma. É uma peça, um filme e uma série. O legal é que como é uma história universal, então as pessoas se identificam muito. Funciona pra todos os tipos de público.

NaTelinha - Você é um cara que veio da internet, o público te conhece mais da internet... Você é um cara que consome internet? O que você consome quando tá em casa?

Fábio Porchat - Netflix. Netflix!

NaTelinha - Netflix? YouTube você não assiste?

Fábio Porchat - Não tem uma série no YouTube, um filme no YouTube. Eu assisto Netflix, é o que eu consumo de internet.

NaTelinha - O que você tá assistindo no momento?

Fábio Porchat - Tô assistindo "Vikings", "Atypical", vejo "The Walking Dead" mas aí não é na Netflix... Acompanho de um modo geral, tento assistir tudo. Coisas no Globo Play eu assisto, vi "Sob Pressão" que achei sensacional. "13 Dias Longe do Sol" estou achando incrível.

Assisto também... no YouTube, vejo coisas de canal lá, mas tem muita coisa que é pra molecada, adolescente, que não é pra mim. Vejo mais como pesquisa e curiosidade.

NaTelinha - Voltando a falar do seu programa. Você já deve ter respondido um milhão de vezes... Você sonha em entrevistar quem?

Fábio Porchat - Eu gostaria de entrevistar Rita Lee, Fábio Jr....

NaTelinha - Silvio Santos?

Fábio Porchat - Vou falar pessoas possíveis, porque Silvio Santos é a resposta que dou pra todo mundo.

NaTelinha - Silvio Santos é impossível?

Fábio Porchat - Claro que é impossível...

NaTelinha - O que você perguntaria pra ele?

Fábio Porchat - Não tenho ideia, não pensei em nada. Pra ele você só pergunta: Silvio, como tudo começou? E deixa ele falar que já dá cinco programas.

Gostaria de entrevistar o Messi, Cristiano Ronaldo, Temer...

NaTelinha - Não é impossível?

Fábio Porchat - Acho que dá...

NaTelinha - Na hora da criação, como vocês decidiram que o "Programa do Porchat" iria ao ar de segunda a quinta e não num outro dia por exemplo?

Fábio Porchat - O horário (sexta) já estava vendido, mas graças a Deus, mas fui lá pros Estados Unidos e falaram pra eu fazer quatro. A sexta serve pra planejar semana que vem, ganha vida. E a longo prazo, precisa ter um respiro, descansar a cabeça. Minha meta não é ganhar mais um dia!

NaTelinha - Não vai pedir um sábado, um domingo?

Fábio Porchat - Não! (risos)

NaTelinha - Você gostaria de fazer um programa de humor como o Jô Soares já fez? Como você avalia o humor na TV?

Fábio Porchat - O humor mudou bastante. Melhorou muito, uma nova geração tomou conta. O Marcius Melhem fez um trabalho excepcional. Quando você diria que o "Zorra" é engraçado? O "Tá no Ar" modificou... Na Record a gente não tem um programa de humor, no SBT... Por isso tô falando da Globo especialmente.

De 2012 pra cá melhorou bastante. Mas eu gostaria de fazer um programa sim.

NaTelinha - Como você tá dando muita entrevista, qual pergunta ainda não te fizeram, mas que gostaria de responder?

Fábio Porchat - Essa já fizeram! Mas ninguém nunca me pergunta sobre viagem, coisa que eu gosto de fazer. Nunca conversei sobre viagem, que é uma coisa que eu adoro falar.

NaTelinha - Tem algum lugar que não foi?

Fábio Porchat - Só mais uns 100 países que faltam conhececer. Mas tem vários lugares, vou pra Copa na Rússia que quero muito ir. Pro Peru que ainda não fui, diz que é impressionante lá. Quero muito ir também pra China... Alemanha...

NaTelinha - Algo que você queira conhecer especificamente?

Fábio Porchat - As Igrejas na Etiópia, de Machu Pichu no Peru, deserto do Atacama, Patagônia, um monte de lugar. Aqui no Brasil ainda não fui pra Ilha de Marajó nem pra Santarém.

NaTelinha - Qual o principal elemento de sucesso do seu programa?

Fábio Porchat - Acho que as pessoas estão começando a entender que meu programa existe na verdade. Muita gente não sabe que ele existe. Não tinha um programa constante. As pessoas tão tomando conhecimento do programa agora. Ele é muito divertido, eu me divirto muito fazendo. É um lugar que eu tento ser o mais verdadeiro possível, trago minha mãe pra fazer quadro comigo, trago minha mulher.

Ele não é armadinho, o público percebe que tem uma realidade, que é um ponto positivo.



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