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Lembranças

Maria Paula recorda o "Casseta" e fala sobre morte de Bussunda: "O pior momento da minha vida"

Atriz e comediante concedeu entrevista exclusiva para Gugu

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Reprodução
Redação NT

Publicado em 31/08/2017 às 11:15:52

A atriz e comediante Maria Paula, ex-integrante do “Casseta & Planeta”, concedeu entrevista ao apresentador Gugu Liberato, exibida nesta quarta-feira (30) em seu programa na RecordTV. Ela abriu sua casa e falou sobre sua intimidade, recebeu homenagens dos colegas e também falou sobre a morte do amigo Bussunda.

“Eu tava indo para a Alemanha, me deu uma coisa no meu coração, eu dizia 'vão precisa de mim aqui' e não fui. Na madrugada o telefone tocou e era a Ana, esposa do Hélio (de La Peña) dizendo que 'aconteceu uma coisa horrorosa, o Bussunda morreu, vai na casa dele agora que a Angélica [esposa] tá lá e você precisa contar a ela'. Mas ela já tinha sido avisada, tava em estado de choque, foi o pior momento da minha vida, mas eu precisava estar lá, era muito próxima deles, pude dar apoio, foi muito significativo”, disse ela.

Maria Paula revelou ainda uma grande coincidência: Seu segundo filho, Felipe, nasceu no mesmo dia do aniversário de Bussunda. “Quando a Maria Luiza nasceu em 2004, o Bussunda foi a primeira pessoa a chegar no hospital. Anos depois engravidei de novo, tava com 41 semanas quando estourou a bolsa, nasce o Felipe e chega a Angélica, que veio me abraçar chorando. 'Hoje é aniversário do Bussunda', ele nasceu no dia do aniversário dele, foi muito importante pra mim. Minha fé tinha bambeado, foi muito forte perder o Bussunda. Eu sinto falta do amigo que ele foi, do artista que ele foi...”, declarou.

Maria Paula recorda o \"Casseta\" e fala sobre morte de Bussunda: \"O pior momento da minha vida\"

A atriz também contou a Gugu sobre o fim do "Casseta & Planeta". Para ela, foi algo natural. “Eu acho que desde a época que o Bussunda morreu a gente ficou meio no abalo, como um terremoto. Foi difícil pra gente se recuperar e estávamos há muitos anos no ar. Acho que foi natural, pra gente se reinventar. Eles seguiram como grupo, eu resolvi fazer solo, fui pro cinema, fiz vários filmes, foi quando fiz 'De Pernas Pro Ar', o um e o dois, maior sucesso”, salientou.

Ainda sobre o programa, ela disse que tinha muita briga. “Várias vezes, eu até que não, mas eles, nossa, brigavam muito. Eu pensava 'é hoje que eu vou ficar sem o emprego, porque o programa, olha, vai acabar essa semana'”, brincou, complementando que até hoje é lembrada nas ruas pelos telespectadores. “Eu amo todos eles. Até hoje, na rua, o povo fala: 'dona Casseta' e eu: 'oi'”, comentou, dizendo sentir falta do trabalho na televisão. “Eu sinto falta da TV, acho que vou acabar voltando”, avisou.

Vida amorosa e família

Maria Paula também falou sobre sua vida amorosa e como conheceu o namorado. “Foi recíproco, totalmente. Eu comecei a notar ele, de repente, 'pô, esse cara, ele é gato' e de repente, sorrisos, olhares…”, disse, aos risos.

Ela diz também que a diferença de idade não importa – ele tem 27 anos e ela, 47. “Acho que as coisas acontecem, na hora que tinha de acontecer”, complementou. No final da entrevista, Victor a surpreendeu com um pedido de casamento surpresa. “Vi em você um brilho de longe, senti sua força, minha chama se acendeu e agora eu sou seu. E te peço na frente do Brasil todinho, quer casar comigo?”, bradou ele.

Maria Paula recorda o \"Casseta\" e fala sobre morte de Bussunda: \"O pior momento da minha vida\"

“Gugu, vocês querem me matar do coração!!! Coisa mais linda, claro que sim. Gente, não aguento, olha que coisa linda, fez um poema pra mim. Tá vendo por que sou apaixonada por ele?”, respondeu ela, aceitando o pedido de casamento do namorado.

Como mãe, ela disse que mima, mas na medida certa. “Não sou aquela que fica colocando limite, eu coloco, mas na medida certa. Eu levo e busco na escola, até hoje boto os dois para dormir”, explicou a atriz.

Embaixada da Paz

Ativista, Maria Paula criou em Brasília o projeto intitulado Embaixada da Paz. “Nesse projeto, a gente fala de cultura de paz. Temos uma parceria com o governo do Distrito Federal (DF) e faz treinamento de paz com os policiais. A gente está acostumado a ver treinamento de guerra, mas de paz, não, e lá a gente faz”, declarou.