Biografia

"O público guarda mais o que é bom, e esquece o que é ruim. A memória é muito afetuosa"

  • Nome: Gilberto Tumscitz Braga
  • Nascimento: 01/11/1945
  • Falecimento: 26/10/2021
  • Signo: Escorpião
  • Estado civil: Casado
  • Profissão: Autor de novelas
  • País: Brasil
  • Cidade: Rio de Janeiro (RJ)

Gilberto Braga foi autor de novelas. Formado em letras, começou a carreira como crítico de cinema e teatro nos anos 1970. A primeira experiência na TV foi em episódios do Caso Especial, na Globo. Em seguida, escreveu a novela Corrida do Ouro (1974), em parceria com Lauro César Muniz, mas se afastou na metade por não estar habituado ao ritmo da televisão.

A partir de 1975, investiu em adaptações literárias para o horário das seis, com Senhora e Helena, ambas de curta duração, consolidando uma nova faixa de novelas na Globo. Também colaborou com o texto de Bravo (1975), de Janete Clair, que se tornaria sua mentora ao longo da carreira. Ele já havia contribuído com o roteiro de outras novelas e teleteatros.

O primeiro grande sucesso foi com Escrava Isaura (1976), um fenômeno às 18h que se tornaria campeão de vendas no exterior. Em seguida, no mesmo horário, fez Dona Xepa (1977), outro êxito, que alçou o novelista para o horário nobre. Com Dancin' Days (1978), surfando na era disco, tornou-se um dos principais novelistas do país.

Escrita na sequência, Água Viva (1980) repetiu a grande audiência. Fez ainda Brilhante (1981), Louco Amor (1983) e Corpo a Corpo (1984). Começou também a escrever minisséries, como Anos Dourados (1986), O Primo Basílio (1988), Anos Rebeldes (1992) e Labirinto (1998).

Um de seus maiores sucessos foi Vale Tudo (1988), escrita com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, em que questionava se valia a pena ser honesto no Brasil. A vilã Odete Roitman (Beatriz Segall) fez história na TV e o misterioso assassinato da megera na reta final da trama mobilizou o país. Na sequência, fez O Dono do Mundo (1991) e Pátria Minha (1994), às 20h, e Força de um Desejo (1999), parceria com Alcides Nogueira às 18h.

O retorno ao horário nobre foi com Celebridade (2003), outro sucesso popular. Já Paraíso Tropical (2007) enfrentou problemas no início, mas conquistou o público e conseguiu uma indicação ao Emmy Internacional de melhor novela. Entre outros trabalhos de supervisão de texto, assinou ainda Insensato Coração (2011) e Babilônia (2015), esta última marcada por rejeição e baixa audiência.

Foi casado por mais de 40 anos com o decorador Edgar Moura Brasil. Eles oficializaram a união em 2014.

Morreu em 26 de outubro de 2021, aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado com problemas de saúde e sofreu uma septicemia.