Projeto

Família de Dinho revela por que vai transformar cinzas dos Mamonas Assassinas em árvores

Corpos dos músicos passam por processo de exumação e cremação


Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, cantando, sem olhar para a câmera
Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas - Reprodução/Instagram
Por Jéssica Alexandrino

Publicado em 24/02/2026 às 16:30,
atualizado em 27/02/2026 às 13:20

Os corpos de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, músicos dos Mamonas Assassinas, estão passando por um processo de exumação e cremação por conta de um projeto inédito. As cinzas dos artistas, que morreram em um acidente aéreo ocorrido em 1996, darão vida a cinco pés de ipê em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Em conversa com o portal Leo Dias, Jorge Santana, primo do vocalista Dinho e atual CEO da marca Mamonas, revelou os detalhes por trás do Memorial Vivo Mamonas. A ideia da família é trazer renovação para o luto e homenagear a energia caótica e alegre da banda.

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Para eles, o formato tradicional de sepultamento já não refletia a essência dos jovens: "Nós, enquanto marca e família, entendemos que Mamonas, especialmente o Dinho, é muito mais do que aquela campa ali há anos, parada no tempo".

A ideia nasceu de um contato do grupo Primaveras e do BioParque, que apresentaram o projeto ecológico. A proposta foi avaliada pelos parentes dos músicos e teve aprovação unânime. Os restos mortais serão cremados e, por meio de um processo inovador, incorporados ao plantio de cinco árvores de ipê.

Mamonas Assassinas terão espaço interativo

Jorge Santana fez questão de tranquilizar o público que sempre prestou homenagens aos Mamonas Assassinas no cemitério. "Ressaltamos que o acesso será totalmente gratuito para os fãs", pontuou ele, que ainda explicou o motivo de terem esperado tanto tempo para realizar essa mudança.

"Quando questionam o ‘porquê de tanto tempo’, explicamos que foi mais que suficiente. Agora contamos com a tecnologia necessária, que antes não existia de forma tão avançada para essa ação", apontou.

Para os familiares dos artistas, o nascimento dos ipês simboliza imortalidade: "Para nós, isso encerra um ciclo e inicia outro, pautado no respeito e na continuidade. Afinal, Mamonas sempre nos vestiu de alegria e riso e continuará despertando o melhor que há em nós".

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