Robinho é condenado à prisão por violência sexual em última instância
Jogador e seu amigo devem cumprir nove anos de prisão

Publicado em 19/01/2022 às 12:58,
atualizado em 19/01/2022 às 13:16
A Corte de Cassação da Itália, última instância do judiciário do país, confirmou, nesta quarta-feira (19), a condenação de Robinho pelo crime de violência sexual de grupo contra uma mulher, em 2013. Ricardo Falco, amigo do jogador, também foi condenado. Ambos devem cumprir nove anos de prisão. A sentença vai sair em 30 dias.
O julgamento ocorreu na Corte de Cassação de Roma, que no ordenamento jurídico italiano é equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil. O jogador e seus advogados apresentaram um último recurso, que foi negado pela corte italiana.
No entanto, mesmo com a condenação em definitivo, Robinho e Falco não poderão ser extraditados para a Itália, uma vez que a Constituição proíbe a extradição de brasileiros. Além disso, o tratado de cooperação judiciária em matéria penal entre Brasil e Itália, assinado em 1989 e ainda em vigor, não prevê que uma condenação imposta pela justiça italiana seja aplicada em território brasileiro.
Robinho é acusado e condenado por abuso sexual contra uma mulher. O crime ocorreu na boate Sio Café, em Milão, em 2013, período em que o jogador estava no elenco do Milan. A decisão da Justiça é baseada no artigo 609 bis do código penal italiano.
Os advogados de Robinho dizem que a mulher aceitou participar do ato sexual. Em depoimento em 2014, o atleta afirmou que esteve com a moça, que ela praticou sexo oral, contudo, com a autorização dela e sem a participação de terceiros.
No entanto, a mulher deu outra versão. Ela alega que estava “completamente bêbada”, quando foi dominada e forçada a ter relações sexuais com o jogador e outros homens. Em outubro, o portal de notícias esportivos da Globo apresentaram diálogos entre Robinho e seus amigos que embasaram a condenação.
Robinho e o Santos
Robinho fechou contrato com Santos em outubro e fato foi comemorado por alguns torcedores. Entretanto, jornalistas e personalidades do esporte foram contrários a atitude do clube e pediram a rescisão do contrato. Após o vazamento dos áudios do jogador, a equipe paulista desfez o acordo.
Casagrande e Neto foram dois nomes que desaprovaram a contratação do atleta e pediram responsabilidade por parte dos dirigentes santistas. “Eu fico assustado com o que acontece no Brasil”, disse o comentarista da Globo. "Justiça é justiça. Lei é lei pra todo mundo. Não é porque é jogador de futebol", comentou o apresentador da Band.
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