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BCG

Entenda como é o tratamento que Celso Portiolli vai fazer para o câncer de bexiga

Nesta terça-feira (28), o apresentador revelou que foi diagnosticado com a doença

Celso Portiolli durante quadro do Domingo Legal, de camisa azul e ficha na mão
Celso Portiolli durante quadro do Domingo Legal - Reprodução/Instagram
Jéssica Alexandrino

Publicado em 28/12/2021 às 13:47:00,
atualizado em 28/12/2021 às 13:50:16

Celso Portiolli usou as redes sociais nesta terça-feira (28) para dar a notícia de que foi diagnosticado com câncer de bexiga e já está em tratamento. Segundo o apresentador, foi feito um procedimento endoscópico para a remoção do pólipo e agora ele vai ter que fazer um tratamento intravesical dentro da bexiga, e uma imunoterapia chamada BCG. "Após a raspagem, que é a ressecção transuretral da bexiga, se complementa o tratamento com a BCG. A BCG nada mais é do que uma vacina usada para tuberculose, só que ela induz uma reação inflamatória na bexiga e diminui a taxa de reincidência do tumor. Normalmente, a pessoa faz várias sessões, de seis a oito. Dependendo da agressividade da doença, você pode fazer por um ano ou por três anos", explica o urologista Lessandro Curcio Gonçalves, novo presidente da Sociedade Brasileira de Urologia-RJ, ao NaTelinha.

"Normalmente, o paciente vai ao consultório do urologista ou do oncologista, que passa uma sonda na bexiga do paciente e joga um líquido misturado com o BCG, que é um pó. O paciente fica uns dez a quinze minutos ali com a bexiga cheia e, logo depois, ele urina e volta para casa. Esse procedimento se repete por várias semanas e se faz um controle por cistoscopia, que nada mais é que uma endoscopia urinária", esclarece o médico, dizendo ainda que esse exame costuma ser realizado de seis em seis meses para verificar se o tumor não retornou. "Associada à cistoscopia, a ressonância magnética também é bastante usada para ver a possibilidade de retorno da doença."

Ainda de acordo com o especialista, se o tumor for de baixa agressividade, o paciente fica curado com o tratamento do BCG, mas necessita de um acompanhamento próximo. "A taxa de reincidência depende muito do grau de agressividade do tumor, da quantidade de tumor e se tem esse câncer in situ", pontua. Câncer in situ é o câncer não invasivo que, de acordo com Curcio, é o caso de grande parte dos casos na bexiga. "O mais comum é o uroterial, em torno de 90% dos casos. 70% desses são superficiais, ou seja, não invadem o órgão", conta.

O médico revela ainda que a maioria dos casos de câncer de bexiga é detectada bem no início da doença, como é o caso de Celso Portiolli, então o paciente não costuma apresentar sinais. Porém, alguns sintomas de que algo não vai bem são o sangramento urinário, o aumento da frequência urinária e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Câncer de bexiga é mais comum nos homens que nas mulheres

De acordo com o urologista Lessandro Curcio Gonçalves, o câncer de bexiga é mais comum em pessoas do sexo masculino. "Em relação ao homem, é o sétimo câncer mais comum. Já misturando homem e mulher, cai para o décimo câncer mais comum de todos os gêneros. Está em torno de nove para cada 100 mil homens e 2,2 para cada 100 mil mulheres. É em torno de três vezes mais comum no homem, na faixa entre 45 e 65 anos", explica.

O especialista diz que a questão da prevenção do câncer de bexiga precisa ser amplamente divulgada. "Esse tipo de câncer tem uma associação muito forte com o tabaco. Mais de sessenta por cento dos casos têm associação com o tabaco. Pessoas que trabalharam com o corante durante a vida também. Cabeleireiros, trabalhadores da indústria química... alguns tipos de corante promovem um risco maior de ter o câncer de bexiga. Porém, a campanha maior precisa ser feita em torno do tabaco. O cigarro é o grande vilão desse e de outros tipos de cânceres", conta. 

Curcio diz ainda que a questão genética também influencia. "Se o paciente tem uma história familiar de câncer de bexiga, principalmente pessoas mais jovens, é importante fazer uma triagem. Hoje em dia existem testes genéticos que detectam se há uma chance maior de desenvolver essa doença", pontua.



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