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Endividada e presa, filha de Belo entrou no mundo do crime para tirar "renda extra"

Filha de Belo foi presa em flagrante junto com outras 11 mulheres

Isadora e Belo juntos em festa
Isadora ao lado do pai, Belo - Reprodução/Instagram
Redação NT

Publicado em 26/11/2020 às 10:08:21

Isadora Alkimin Vieira, 21 anos, é filha do cantor Belo e se envolveu em um crime. A jovem faz parte de um grupo acusado de induzir vítimas a repassarem seus dados bancários e depois, entregarem seus cartões a motoboys para serem usados pela quadrilha. Ela afirmou aceitar o "emprego" para "coletar os dados das pessoas" porque se viu afundada em dívidas.

O jornal Extra teve acesso ao depoimento da jovem a policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), responsável por sua prisão ao lado de outras 11 mulheres no dia 12 de novembro. Elas foram presas em um apartamento de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que funcionava como uma central de telemarketing do grupo.

A filha de Belo admitiu que sua função era coletar dados e fazer anotações sobre várias pessoas. Segundo ela, nunca havia entrado em contato com nenhuma vítima para pegar dados e utilizava apenas as informações que já constavam no computador. No entanto, desconfiou de que o que fazia poderia ser ilegal.

Filha de Belo tem liberdade provisória negada

No depoimento, Isadora demonstrou dúvida: "Achava que era uma coisa ilegal, porém achava que essas pessoas seriam ressarcidas por algumas instituição financeira e não tinha certeza se elas perderiam determinado valor". No cargo há pouco menos de um mês, relatou ter recebido R$ 600 como ajuda de custo. "Estava na fase de aprendizado na função de coleta de dados", justificou.

A filha de Belo também afirmou que sua renda vinha dos seus pais, mas por ter se embolado com dívidas, quis tirar uma "renda extra". Ela estava em São Paulo quando soube da função que faria e foi para o Rio passar um final de semana, mas acabou ficando no apartamento onde acabou presa.

A polícia autuou toda a trupe em flagrante pelo crime de organização criminosa. Seus advogados pediram liberdade provisória, mas foi negada. Na audiência de custódia do último dia 12 de novembro, cinco das 11 conseguiram prisão domiciliar, já que possuem filhos menores de 12 anos.



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