Giulia Benite

Mônica de Laços não teme ficar marcada por personagem: “Tenho orgulho"

Tímida, Giulia Benite diz que se transforma em um set


A atriz Giulia Benite
Giulia Benite também está na série Segunda Chamada - Divulgação

Giulia Benite, de 12 anos, foi escolhido como a Mônica dos quadrinhos de Maurício de Sousa. Ela estrelou o filme Laços, lançado em 2019 e já rodou Lições, que tinha previsão de estreia para o final do ano. E apesar da pouca idade, sabe o que quer: continuar com a carreira de atriz. "É o que quero pra minha vida. Sou tímida, mas num set de filmagem me transformo, troco qualquer coisa para estar num set. Aprendo, me divirto, me sinto muito especial. Quero ser uma atriz reconhecida dentro e fora do Brasil, quero representar o Brasil, sabe?", almeja.

Em entrevista ao NaTelinha, Giulia lembra que quando a quarentena começou em março, devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as paralisações das gravações da série Segunda Chamada foram imediatas. "Estava muito empolgada. Mas no começo achei que seria uns 15 dias [de quarentena] e tudo ia passar logo. Nunca imaginei que ia durar tanto tempo. Quando percebi que as coisas iam demorar para voltar ao normal, bateu uma tristeza muito grande", admite.

Em Segunda Chamada, ela é Giovana, bastante diferente da icônica Mônica. Sem saber quando volta a gravar, revela que seus pais deixaram que ela assistisse somente suas cenas, mas sua mãe resumiu a história. "Achei legal mostrar esse lado da dificuldade dos professores e dos alunos que precisam trabalhar e ainda tentam estudar para ter uma chance de melhorar na vida. Fala de bullying, de violência doméstica, que é uma realidade que muita gente não conhece, mas existe", reconhece.

Para a atriz, o papel foi um desafio. "Fazer a Giovana foi uma oportunidade de me mostrar como uma atriz fazendo outro papel, um drama. A personagem é mais criança, mas ao mesmo tempo, mas ao mesmo tempo entende o que está acontecendo com os pais. Tinham cenas fortes, foi uma oportunidade incrível."

Mônica e Giulia

Mônica de Laços não teme ficar marcada por personagem: “Tenho orgulho\"

Selecionada entre milhares de crianças para ser a Mônica, conta que mesmo como leitora, já se via como personagem. "Ela me representava. Eu também tenho personalidade forte, sou independente, defendo minhas ideias e meus amigos. Quando eu acho que estou certa ninguém me segura, só não saio batendo em ninguém (risos). Quando eu me caracterizei a primeira vez, eu falei: putz, eu saí do gibi! Eu sou a Mônica!", comemora.

No início dos testes, Giulia relembra que podia levar uma camiseta amarela para o teste de Magali e outra vermelha para o de Mônica: "Eu me achava parecida com a Mônica, então comecei pelo texto dela. Quando terminei, o Baldan, produtor de elenco, perguntou se eu queria fazer o da Magali e eu disse que não estava tão segura com o texto e estava confiante com a Mônica e ele nem insistiu. Quando contei isso pra minha mãe, falou que eu tinha diminuído minhas chances pela metade, eu respondi que tudo bem".

A atriz também não teme ficar marcada como Mônica, mas confessa que tinha medo de não conseguir outros papéis: "Isso não aconteceu. Já fiz vários outros trabalhos totalmente diferentes, então só tenho orgulho de tudo isso. Eu não me importo de me chamarem de Mônica, eu amo, sou fã da Mõnica! Quando me chamam na rua eu já olho!".

Leitora dos gibis, passava horas na fila da Bienal do livro para pegar autógrafo do Maurício de Sousa. "Quando recebi a confirmação que tinha passado foi a realização de um sonho, principalmente da forma que foi. Passamos quatro meses fazendo os testes, depois disso falaram que em 60 dias dariam a resposta", recorda.

"Depois de um tempo ligaram pedindo para irmos para mais um teste e quando chegamos lá foi o próprio Mauricio que deu a notícia que tínhamos sido escolhidos", acrescenta.

Questionada sobre as diferenças que notou entre atuar na TV e cinema, respondeu: "Na TV achei tudo mais rápido. Você entra, ensaia uma vez, grava, repete uma ou duas vezes, ficou bom, valeu e já vai trocar de roupa. No cinema é o oposto, é mais devagar, às vezes você passa um dia pra fazer uma cena, faz um plano que é fechado, aí tem que trocar uma luz, você espera uma hora pra continuar a mesma cena em plano aberto".

"Não consigo escolher [entre cinema e TV], porque tanto na TV como no cinema tem muitos desafios para mim como atriz", afirma Giulia.

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