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Depoimento

Rita Lee sobre pandemia: "Não vou morrer desse vírus vodu"

Aos 73 anos, cantora integra grupo de risco e vive uma eterna quarentena

Rita Lee vive reclusa em sítio desde 2012, quando anunciou aposentadoria
Longe dos palcos, Rita Lee segue ativa nas redes sociais, onde compartilha seu dia a dia - Foto: Reprodução/Instagram
Redação NT

Publicado em 31/05/2020 às 15:51:00

Isolamento social não é novidade na vida de Rita Lee. Reclusa em um sítio desde 2012, quando se aposentou, a cantora tem tirado de letra a principal recomendação para conter a pandemia do coronavírus. Aos 73 anos, ela integra o grupo de risco da doença, já que tem maior probabilidade de desenvolver complicações caso seja contaminada.

"Fazer parte do grupo de risco por eu ter 73 anos pode ser uma chatice, mas não para mim. Não vou morrer desse vírus vodu e peço ao Universo que minha morte seja rápida e indolor, de preferência dormindo e sonhando que estou com minha família numa praia do Caribe", disse Rita Lee, em depoimento à revista Veja.

Ela atentou que os idosos, por estarem mais suscetíveis à ação do vírus, enfrentam um momento delicado diante da pandemia. "É sequência natural que velhos morram antes de jovens e crianças, mas não precisava ser nesta situação apocalíptica de fim do mundo, apavorando vovôs e vovós".

No texto, ela destaca que sempre foi considerada "grupo de risco". Afinal, foi censurada e perseguida no período da ditadura militar no Brasil e também esteve na mira de poderosos, mais recentemente, quando usou sua voz contra os maus-tratos cometidos contra animais em rodeiros, circos e zoológicos.

Por isso, a categorização não assusta a artista, tampouco a quarentena. "Desde que deixei os palcos, há oito anos, vivo condenada na minha toca, numa casinha no meio do mato cercada de bichos e plantas, só saindo para ir ao dentista, fazer supermercado, comprar ração para meus animais e, eventualmente, visitar meus netos. Hoje, faço tudo pela internet e rezo para não quebrar um dente", relatou à Veja.

"Sou parte de um grupo de risco saudável e esperançoso, por acreditar que esta pandemia faz parte de um propósito Divino para conscientizar a raça humana a respeitar nossa Nave Mãe Terra de toda a destruição que vem sofrendo, em todas as suas formas de vida. E revelando que a humanidade, sim, é que tem sido o grande vírus, fazendo o Jardim do Éden, nossa Mamãe Natureza, virar o maior grupo de risco", concluiu Rita Lee em seu depoimento.

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