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Serviços por streaming criam bolha; até quando?

Enfoque NT analisa cenário do streaming





Opções de streaming
Opções de streaming são muitas: preço pode ser salgado - Divulgação

Publicado em 02/11/2018 às 08:51:54 ,
atualizado em 02/11/2018 às 13:54:16

Por: Thiago Forato

A proliferação de serviços por streaming não para. Em em plena ascensão há pelo menos meia década, a Netflix se consolidou como o mais popular do gênero.

Investindo bilhões em conteúdo original anualmente - só em 2018, US$ 8 bi -, a plataforma conquistou o mundo e rompeu a barreira dos 100 milhões de clientes, prometendo conquistar ainda mais.

Percebendo o filé e um mercado altamente lucrativo, outras empresas, incluindo fabricante de eletrônicos (Apple) e estúdios de Hollywood (Fox, Warner, Disney) também entram de cabeça no streaming e prometem fatiar esse bolo.

Para quem cancelou a televisão por assinatura, ou tem streamings como uma espécie de complemento, a brincadeira, ao assinar todos esses serviços à disposição atualmente, sairia o preço de um bom pacote. Ou o cliente poderia usar esse dinheiro simplesmente para outro tipo de diversão.

O pacote completo da Netflix, por exemplo, sai por R$ 37,90 com quatro telas, se você quiser usufruir o conteúdo em 4K, tecnologia cada vez mais acessível, principalmente depois da Copa do Mundo.

Não perca a conta

Um dos principais concorrentes da Netflix nos Estados Unidos é a Amazon Prime Video. Disponível no Brasil e relançada por aqui há algum tempo, cobrando em reais, a assinatura custa R$ 14,90 após seis meses, com séries exclusivas, como por exemplo, a biografia sobre o homem que construiu o império da Playboy. Aliás, recomendo.

Canais à la carte premium, HBO Go e Telecine também contam com streaming e juntos oferecem os sucessos mais recentes do cinema. Por mais esses, você desembolsaria R$ 60, em média.

Dois serviços menos populares, mas não menos importantes, são o Looke e Crackle (este disponível na Claro HDTV e Net), que sai por R$ 18,90 e R$ 14,90 mensais.

Maior rede de TV do país, a Globo teve seu Globoplay remodelado, passando a oferecer séries estrangeiras além de seu próprio conteúdo. O preço agora é de R$ 18,90.

E recentemente a Record TV também lançou sua plataforma, a PlayPlus, que conta com sua programação e de canais como ESPN e Disney, além de conteúdos exclusivos e projetos que englobarão até mesmo games. Os valores variam entre R$ 12,90 e R$ 32,90.

Alternativa

Criado para ser uma alternativa mais em conta que o cabo, o streaming acabou inflando e a tendência é que essa bolha fique ainda mais inchada entre 2019 e 2020 com a vinda da Disney, Warner e Apple. Nos Estados Unidos, além desses, ainda existe o Hulu (principal concorrente da Netflix), CBS All Access, Showtime, Starz, dentre outros.

O consumidor terá que filtrar cada vez mais para não cair em uma armadilha. Afinal, a intenção é enxugar gastos e não criar outros maiores, que é o que acaba acontecendo caso ele assine todos ou ao menos grande parte desses.

Mudança de rota

A competição é saudável. O streaming é popular pela taxa mensal em troca de uma experiência simples, sem anúncios e tudo incluso. Agora, os fãs podem ter que combinar vários serviços e torná-lo um "pacote".

Se você acompanhou a conta, gastaria R$ 178,40 para manter todos os serviços aqui listados: Netflix, Amazon, Crackle, Looke, Telecine, HBO Go, PlayPlus e Globoplay. Há ainda outros de interesses específicos como o Crunchyroll (séries e desenhos japoneses, US$ 4,99), Viki (cultura oriental, US$ 4), NetMovies (R$ 18,90), dentre outros, o que faria com que a conta ultrapassasse os R$ 200. Preço de pacote top.

E você? O que assina? Vale a pena?

Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há 13 anos e assina a coluna Enfoque NT há sete, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele: thiagoforato@natelinha.com.br Twitter: @tforatto



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