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Iza encara sua representatividade como dádiva: "Nunca foi um peso para mim"

Cantora lançou clipe Let Me Be The One, ao lado de Maejor, na última quinta-feira (21)

Iza encara sua representatividade como dádiva:
Divulgação/Rodolfo Magalhães

Publicado em 24/05/2020 às 06:08:29 ,
atualizado em 24/05/2020 às 17:29:31

Por: Sandro Nascimento

Iza, 29, lançou o single e o clipe da música Let Me Be The One (Deixe de ser único) ao lado de Maejor,31, na última quinta-feira (21). Ao NaTelinha, a cantora se mostrou lisonjeada com convite e explica que a canção é tem uma mensagem importante para ser passada no país: "De que cada um pode fazer a diferença, se quiser". De acordo com Iza, ela encara sua representatividade no cenário artístico, como uma dádiva, benção e um presente.

Let Me Be The One, que está disponível nas plataformas digitais, faz parte do projeto Be The One que é uma campanha de parceria com a Fundação Humanity Lab, uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, ONU e Warner Music. O objetivo é inspirar um movimento global em torno da justiça, segurança e dignidade humana.

"Fiquei muito lisonjeada com o convite da Humanity Lab Foundation e da ONU. Nunca imaginei participar de algo tão grande assim e estou feliz da vida. Não tenho palavras pra descrever a emoção. Eu e o Maejor somos embaixadores da campanha e fazer parte dela, ao lado de um artista que eu admiro tanto é uma honra", contou Iza.

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O clipe da música foi gravado em São Paulo, antes da pandemia do novo coronavírus, e tem direção de Felipe Sassi. Além de Iza e Maejor, tem a participação de refugiados de vários países. Para os idealizadores do projeto a intenção é dar visibilidade para essas pessoas que saíram de seus países e viram no Brasil uma esperança de um novo lar.

"Esse clipe foi um presente pra mim, pessoalmente. O dia da gravação foi muito forte e importante porque tinha refugiados da Síria, Venezuela, República do Congo, China, pessoas de comunidades indígenas e nem todo mundo falava a mesma língua. Mas de alguma forma, todo mundo se entendeu. Eu conhecia a história de cada um deles, mas só os conheci no dia da gravação. Eles são um resumo da campanha que é ouvir a história do outro. Poder conhecer histórias de resiliência, de construção de sonhos, me fez ver como sou privilegiada e como ainda existem pessoas que lutam pelos seus lugares", explica a artista.

Iza e os desafios da campanha Be The One

Segundo a Iza, Maejor enviou a música, totalmente em inglês, e deixou ela livre para cantar em português e é o que acabou ocorrendo. "Achei importante cantar em português porque eu queria muito que a mensagem chegasse a todo o povo brasileiro, queria que todo mundo entendesse a mensagem que eu queria passar. É uma mensagem muito importante para ser passada no Brasil, de que cada um pode fazer a diferença, se quiser", justificou.

Ao ser questionada sobre os maiores desafios proposto pela campanha Be The One, que busca um mundo mais justo, seguro, saudável e próspero, Iza explica que "as pessoas precisam entender que são seres individuais, mas fazem parte do todo. Temos total capacidade de ser a mudança". E completa: "Se a gente quer mudar o mundo, a política ou o nosso entorno, essa mudança precisa começar da gente. O desafio é pensar: como eu posso ser melhor, como as minhas atitudes podem fazer a diferença?".

Nos últimos quatros anos, Iza vem se destacando no cenário da música pop e R&B. As letras das suas canções, em grande parte, fala de conscientização temas em importantes para sociedade, como o empoderamento feminino e a riqueza da cultura negra. Em 2018, chegou a ser indicação ao Grammy Latino como Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Português pelo trabalho Dona de Mim do selo Warner Music Brasil.

"A representatividade que eu tenho nunca foi um peso para mim, pelo contrário, é uma dádiva, uma benção e um presente. Eu sinto que divido essa responsabilidade com vários outros artistas e me sinto feliz em inspirar outras pessoas.Eu falo de coisas que são da minha vivência e falando das minhas dores e das minhas vitórias, eu sinto que ajudo muita gente a ter coragem de quebrar barreiras. Nós, artistas, temos que refletir sobre o momento que vivemos. A música é imortal e reflete o momento político e social de cada época", analisa a artista, que além do seu trabalho na música, vem calcando espaço na TV como jurada do The Voice Brasil e apresentadora do Música Boa no Multishow, atrações do Grupo Globo.

Por fim, ao NaTelinha, Iza refletiu sobre onde desejar chegar com a carreira nos próximos dez anos: "Eu quero viver da minha música. Usá-la para o bem, para inspirar".

Confira o clipe Let Me Be The One: 

 

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