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Território da TV: Redes sociais pautam Globo e emissora presta contas

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Divulgação
Redação NT

Publicado em 14/02/2014 às 19:00:56

A coluna já falou sobre os novos tempos que a TV Globo vem vivendo com mais inovação em seus produtos e uma programação mais elástica.  

Mas a mudança de postura do canal não está somente na criação de novas atrações ou no encaixe horário delas. Provas de que programas consagrados também podem ter doses de ousadia foram dadas ontem.

Primeiramente, o sempre brincalhão "Globo Esporte SP" respondeu aos comentários reclamando pela não exibição da Taça Libertadores da América ao estado. “Agora queria falar com você que errou pênalti na Copa do Brasil, jogou na mão do Dida, você que não jogou bem o Campeonato Brasileiro, não foi bem na Sul-Americana. Por sua causa, ontem, não teve futebol aqui no estado de São Paulo”, disse o apresentador Tiago Leifert.

O programa ainda mostrou imagens da equipe do "Globo Esporte Rio" acompanhando o Flamengo no México, da edição gaúcha no Uruguai com o Grêmio e dos mineiros se dividindo entre Peru (Cruzeiro) e Venezuela (Atlético-MG). Enquanto isso, como o próprio disse, os paulistas ficaram em casa conferindo filme. O que deve se repetir muitas vezes pelo menos até o início da Copa do Brasil, em março.

A bem-humorada resposta também se justifica pela raridade do fato. São Paulo emplacava pelo menos um representante no principal torneio de futebol do continente há 15 anos.

Se as equipes não colaboraram, pelo menos o filme de quarta (12) tinha a Charlize Teron, como destacou Leifert. E o público paulista aparentemente preferiu a saída de mestre. O "Cinema Especial" rendeu 20 pontos, mais do que boa parte dos insossos jogos da primeira fase do Paulistão, porém menos do que a Libertadores tradicionalmente marcava em SP e do que a própria competição cravou no Rio de Janeiro (Flamengo x León marcou 23 pontos, maior audiência do futebol em 2014 na capital fluminense até agora).

Por enquanto, a opção é plenamente compreensível. Mesmo com São Paulo sendo cosmopolita, o interesse em qualquer um dos jogos desta 1ª fase seria restrito aos mais fanáticos. Com boa vontade, o início das transmissões da Libertadores deveria ocorrer nas quartas de final (a saga do Atlético-MG na edição passada foi vista em rede nacional a partir das semifinais). Mas passa longe de ser um absurdo como a não exibição de jogos do próprio Galo no Mundial de Clubes, por exemplo.

Resposta dada aos fãs de esporte, a noite teria ainda um esclarecimento direto sobre outro tema que repercutiu nas redes sociais, como citou William Bonner ao chamar a matéria do "Jornal Nacional" que investigou os boatos de que Caio Silva de Souza não seria o autor do lançamento do rojão que mataria o cinegrafista Santiago Andrade.
 
Com auxílio do perito Nelson Massini, a reportagem de Bette Lucchese esclareceu que o ângulo da foto que mostra a fuga de Caio apenas dá a impressão dele ser mais forte. O “detetive virtual” também desmistificou fotos de outro homem com vestes similares de Caio poder se o lançador do artefato. Segundo Massini, a coloração de todas as roupas tem diferenças.

Ou seja, a Globo “prestou contas” no mesmo dia por dois fatos, se safando com eficiência das acusações de desvalorizar o esporte brasileiro ou de encobrir um suposto criminoso. Sem a soberba de outros tempos, o canal dá bons passos ao encontrar o caminho que faz com que suas pautas coincidam com o interesse popular.

 

No NaTelinha, o colunista Lucas Félix irá mostrar um panorama desse surpreendente território que é a TV brasileira.

Ele também edita o https://territoriodeideias.blogspot.com.br e está no Twitter (@lucasfelix)

 

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