Enfoque NT: O comodismo do "Programa do Jô"

Divulgação/TV Globo

Publicado em 29/11/2013 às 17:17:14

Por: Thiago Forato

O “Programa do Jô” está no ar desde 2000, quando voltou à Globo após 12 anos. Anteriormente, o apresentador esteve à frente do “Jô Onze e Meia” (que nunca ia ao ar às 23h30) no SBT. Foi uma contratação de peso, literalmente, e que movimentou os bastidores de TV da época.

O problema é que Jô Soares, ao longo do tempo, parece que foi perdendo estímulo, juntamente com sua produção. Não há novidades. Um formato quadrado, hard e que muitas vezes são quase como um sonífero. Ultimamente, poucas entrevistas estão realmente fazendo a diferença.

Claro, ao longo desses 13 anos, tivemos entrevistas memoráveis e existirão outras. Mas, a cada ano que passa, há menos entrevistas inesquecíveis. Os tempos são muito pré-determinados, cerca de 15 minutos por conversa e pronto.

O que no começo era um programa irreverente, com um apresentador com vontade de crescer e com muita gana pra isso, se transformou num marasmo sem fim. O tempo foi o grande inimigo do “Programa do Jô”.

Audiência

Os números do talk-show não preocupam. É líder com tranquilidade e dificilmente perde a ponta para as séries do SBT. Vendo por esse lado, por que mudar? Entra ao ar muito tarde, e garante o primeiro lugar. É até natural e compreensível que não exista motivos pra mudar. Mas, quem assistia ao programa no começo ou na época do SBT, lamenta.

Concorrentes

O programa que mais se assemelha ao de Jô, é o de Danilo Gantili, o “Agora é Tarde”. Gentili não é tão bom entrevistador quanto Jô, evidentemente, mas se sobressai por ter uma atração mais dinâmica e divertida, coisa que Jô se propôs a fazer na Globo, há 13 anos.

Perspectivas

Como sempre o “Programa do Jô” sai de férias em janeiro, e em seu lugar, entram enlatados. Provavelmente, deve voltar ao ar em março com edições inéditas, mas nada de realmente novo, além das entrevistas.

 

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