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Enfoque NT: "Programa Raul Gil" cai na mesmice; renovação é necessária

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Divulgação/SBT
Thiago Forato

Publicado em 14/09/2013 às 17:39:07

 

Raul Gil precisa se reciclar. É assim que os apresentadores conseguem se manter no ar, principalmente os mais antigos como seu chefe, Silvio Santos.

Silvio, por exemplo, sempre surge (ou surgia, até pouco tempo) com programas novos e formatos diferentes, geralmente importados dos Estados Unidos.

O “Programa Raul Gil” é rigorosamente o mesmo, praticamente desde sempre. A atração tem registrado 4 pontos no Ibope, e não há perspectiva de melhora nem ambição de disputar o segundo lugar com a Record, e muitos menos o primeiro com a Globo, de igual para igual.


O esquema é o mesmo: calouros. Apenas calouros. Jovens, crianças, adultos, sejam eles quais forem. Não é errado dar espaço a jovens talentos, mas é um quadro, um formato que já se mostra saturado há muito tempo e ninguém faz absolutamente nada. Os diretores do programa e do SBT veem a concorrência passar, simplesmente.

O “Programa Raul Gil” atingiu seu apogeu no ano 2000, quando era líder de audiência nas tardes de sábado da Record. O “Caldeirão do Huck”, para se ter uma ideia, demorou cerca de dois anos na Globo para se firmar como líder absoluto daquele horário. O carro-chefe sempre foi o quadro “Para quem você tira o chapéu?”. Hoje, nem isso dá mais resultado. A mesmice tomou conta do programa.

Na época da Band (2006), Raul Gil lançou o “Homenagem ao Artista” que registrava uma ótima audiência, inclusive no domingo, dando trabalho para os tradicionais concorrentes, como Gugu e Faustão. Quadro que poderia voltar para que houvesse um gás.

Vez ou outra aparece alguma coisa nova, como esse “Mulheres que Brilham”. Mas, francamente, não empolga. Talvez um formato internacional, um game-show, que seja, e com Raul Gil no comando, conseguisse rejuvenescê-lo um pouco. De qualquer forma, produção e emissora precisam se mexer. O tempo está passando, a audiência só cai, e a concorrência se renova.

Quando chegou ao SBT, em junho de 2010, almejava o primeiro lugar de audiência e tinha fé que conseguiria tal feito. Chegou a dar 9 de média, mas nunca soube enfrentar seus principais concorrentes em par de igualdade. E o resultado está aí.

Que o programa se recicle e Raul Gil consiga voltar à guerra de sábado. Talento e potencial pra isso não faltam. O que falta é vontade e investimento.


Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br - Twitter: @Forato_

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